Brasileira relata tensão após tremor na Colômbia: “Medo de réplicas”

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O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia deixou um rastro de destruição e medo na população local. Com mais de 200 mortes confirmadas, cinco cidades em alerta vermelho e quase 90 prédios destruídos, as equipes de resgate trabalham ininterruptamente na retirada de escombros em busca de sobreviventes.Carolina de Oliveira, educadora brasileira que vive há cinco anos na cidade de Dosquebradas, na região oeste do país — área vizinha a Pereira, próxima ao epicentro do tremor —, relatou em entrevista ao CNN Novo Dia os momentos de tensão vividos durante e após o abalo sísmico.O momento do tremorSegundo o relato, Carolina estava em casa, trabalhando remotamente, quando o terremoto começou. “É uma sensação quase que impossível de passar adiante para quem nunca viveu”, afirmou. Ela descreveu que, apesar de já ter sentido abalos menores anteriormente, nunca havia experimentado algo de tamanha intensidade.Ao perceber que o tremor se intensificava, decidiu sair com o marido. “Eu acho que a gente precisa sair de casa”, disse ela ao esposo no momento em que a situação piorava. Ao abrirem a porta, os vizinhos já estavam do lado de fora, enquanto o chão ainda tremia.Carolina relatou que saiu sem conseguir colocar coleiras nos cachorros. Segundo ela, muitos animais de estimação se perderam de suas famílias durante o terremoto. No momento da entrevista, ela e o marido estavam abrigando uma cachorra perdida encontrada nas ruas. Leia mais Papa Leão XIV expressa "profunda tristeza" após terremoto na Colômbia Passa de 200 o número de mortos na Colômbia após terremoto de magnitude 7,4 Pacientes de hospital são atendidos na rua após terremoto na Colômbia Destruição vista ao caminhar pela cidadeAo percorrer as ruas da cidade em busca dos donos do animal, Carolina se deparou com cenas devastadoras. “Teve prédios que eu vi caídos pela metade”, relatou, visivelmente emocionada.Ela também revelou que o prédio onde morou quando chegou à Colômbia estava em “condições muito difíceis“. “Quando eu saí para caminhar, que eu vi realmente o que aconteceu”, disse.Durante a maior parte do dia em que ocorreu o tremor, Carolina ficou sem luz, sem internet e sem sinal de celular. Ao caminhar pela cidade, observou moradores nos parques com seus pertences, sem saber ao certo para onde ir.“Eu vi gente sem rumo, sem saber o que fazer”, descreveu. Apenas na noite seguinte a energia elétrica e a internet residencial foram restabelecidas, embora o sinal de celular ainda permanecesse ausente.Medo de réplicas e noite conturbadaApós o terremoto, Carolina conseguiu se comunicar brevemente com familiares no Brasil, tranquilizando-os sobre sua segurança e a do marido. Com o esgotamento da bateria do celular, a comunicação foi interrompida.“Eu confesso que fica um pouco de medo, porque a gente fica com medo de réplicas”, admitiu. Ela descreveu uma noite de alerta constante, pensando em como otimizar uma possível saída de casa caso um novo tremor ocorresse. Carolina informou que seus familiares colombianos, em sua maioria residentes em Bogotá, e seus conhecidos na cidade estão bem.O tremor é considerado o mais forte a atingir a Colômbia em décadas. A região já havia sido palco de outro terremoto devastador em 1999, que matou 1.200 pessoas.Diante da tragédia, vários países anunciaram envio de ajuda humanitária, com os Estados Unidos destinando US$ 15,5 milhões para abrigo, alimentação, proteção e avaliação dos danos. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.