O Conselho de Ética da Câmara retoma os trabalhos na terça-feira (11) com a análise de quatro representações por suposta quebra de decoro parlamentar. Os processos envolvem Erika Hilton (PSOL-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rogério Correia (PT-MG), que é alvo de dois procedimentos.A reunião está marcada para as 11h e ocorre em meio à corrida eleitoral. O colegiado vai analisar os pareceres preliminares, etapa que define se há elementos para o prosseguimento dos processos.Erika Hilton foi denunciada pelo Partido Missão por uma publicação feita após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A representação questiona o uso das expressões “imbeCIS” e “podem latir” e sustenta que as declarações tiveram caráter ofensivo e discriminatório contra mulheres cisgênero.Bilynskyj, por sua vez, é alvo de uma representação do PSOL por sua atuação à frente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. A sigla acusa o parlamentar de conduzir reiteradamente as reuniões de forma autoritária e desrespeitosa, com interrupções, risadas e deboches durante manifestações de deputados de oposição. Entre os episódios citados está a frase “meu ouvido não é pinico”, dita após cobranças de colegas.Rogério Correia responde a duas representações apresentadas pelo PL. Uma delas envolve publicações nas redes sociais, incluindo uma imagem produzida por inteligência artificial que simulava um encontro entre Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Roberto Campos Neto. Correia posteriormente reconheceu que a imagem era artificial e que o encontro retratado não ocorreu.O segundo caso contra o petista tem origem em um tumulto durante a CPMI do INSS. A representação afirma que Correia intimidou, empurrou e agrediu fisicamente os deputados Alfredo Gaspar (União-AL) e Luiz Lima (Novo-RJ). O PL pede a abertura de processo disciplinar por quebra de decoro.A análise dos casos logo na volta do recesso deve levar ao Conselho de Ética uma disputa que espelha a polarização do plenário, com representações apresentadas por partidos de campos políticos opostos e decisões tomadas antes das eleições.