Banco do Brasil (BBAS3) divulga balanço nesta 5º: outro tri difícil vem aí?

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O Banco do Brasil é apontado pelo Itaú BBA como um dos bancos mais pressionados nesta temporada de resultados. A casa projeta crescimento modesto da carteira de crédito, próximo de 1% na comparação anual, além de um custo de risco elevado, ao redor de 6,4%, refletindo tanto fatores sazonais ligados ao agronegócio quanto uma deterioração mais ampla da qualidade da carteira.Com esse cenário, o Itaú BBA estima lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre, queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com retorno sobre patrimônio de apenas 5,8%. A instituição destaca ainda que revisou para baixo suas projeções para o banco após observar níveis de provisões superiores aos inicialmente esperados.Leia tambémB3 (B3SA3) tem lucro líquido recorrente de R$1,4 bi no 2º tri, alta anual de 8%O montante veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para lucro líquido de R$1,46 bilhãoO Bank of America também mantém uma visão cautelosa para o Banco do Brasil. O banco americano destaca o aumento recente dos índices de inadimplência no sistema financeiro, especialmente no crédito rural, e projeta ROE de apenas 7,4% para a instituição no trimestre, o menor entre os grandes bancos cobertos pelo relatório.Na mesma linha, o JPMorgan afirma que a qualidade dos ativos deverá dominar as discussões sobre o Banco do Brasil durante a temporada de resultados. O banco vê preocupações persistentes com a carteira do agronegócio e com a evolução da inadimplência nos próximos trimestres, fatores que sustentam sua preferência por Itaú e Nubank em detrimento de Banco do Brasil e Santander Brasil entre os nomes do setor financeiro brasileiro.Os desafios enfrentados pelo Banco do Brasil contrastam com os resultados mais resilientes apresentados recentemente por alguns concorrentes privados. Os balanços de Itaú, Santander e Bradesco mostraram sinais de melhora operacional e maior controle dos riscos de crédito, elevando ainda mais o nível de exigência do mercado em relação ao desempenho que será apresentado pelo BB. Ainda assim, alguns pontos presentes em outros balanços, como o do Bradesco, indicam que o pior para a carteira do agro ainda pode não ter passado. A leitura predominante entre os analistas é de que o Banco do Brasil ainda atravessa um período desafiador. A combinação de rentabilidade mais baixa, provisões elevadas e incertezas envolvendo o agronegócio segue limitando as expectativas para os resultados da instituição e ajudando a explicar a cautela das principais casas de análise. Na avaliação de Octaciano Neto, fundador da Zera, o desempenho pressionado já era amplamente esperado por investidores e analistas, o que tende a limitar movimentos mais bruscos das ações após a divulgação do balanço. Para ele, o foco agora estará menos no resultado passado e mais nos sinais sobre a evolução da inadimplência e do custo do crédito nos próximos meses.Segundo o especialista, a principal questão para o mercado será identificar se os indicadores de atraso começaram a perder força ou se ainda haverá necessidade de reforçar as provisões para perdas. Como a qualidade dos ativos tem sido o principal fator de preocupação em relação ao Banco do Brasil, qualquer evidência de estabilização da inadimplência poderá ser interpretada como um passo importante para a recuperação da rentabilidade da instituição. Por outro lado, novos sinais de deterioração podem prolongar a cautela dos investidores em relação ao banco.The post Banco do Brasil (BBAS3) divulga balanço nesta 5º: outro tri difícil vem aí? appeared first on InfoMoney.