Preço agrícola competitivo do Brasil deve incitar barreiras externas, diz presidente da Abag

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O preço competitivo da produção agrícola brasileira e a busca por soberania alimentar tendem a intensificar as barreiras internacionais contra o País. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Ingo Plöger, em apresntação no 15º Congresso Andav, em São Paulo, nesta terça-feira (11). “Dentro de uma geopolítica de abundância, cada país vai olhar o seu prato para não ter fome ou necessidade. Muitos reclamam do Brasil não por causa do volume, mas por causa do nosso preço competitivo. E isso só vai aumentar”, afirmou Plöger.Diante do volume de alimentos negociado globalmente e do viés protecionista dos países, o executivo descartou propostas de criação de uma aliança de países produtores de alimentos ao estilo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “A concentração de oferta na Opep é muito grande. Como o volume de exportação alimentar no mundo é baixo, essa ‘Opep da comida’ não vai dar certo”, explicou.Plöger ressaltou que o trunfo brasileiro permanece na agronomia tropical e na capacidade de realizar até três safras por ano com alto aproveitamento fotossintético, aproximando a produção no campo da eficiência industrial just in time. “A indústria e o agro estão intimamente ligados. Por causa dessa dinâmica, os distribuidores do futuro serão distribuidores de ideias, de tecnologia e de recomendações diferenciadas”, disse o executivo.