Como controlar os cabelos oleosos; veja dicas de especialistas

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Quem tem cabelo oleoso sabe que aquela sensação de fios limpos e leves dura poucas horas após o banho. No final do dia, a raiz e até mesmo os fios já estão com um aspecto pesado, brilhante e sem volume. O acúmulo de oleosidade no couro cabeludo é uma queixa comum e, embora seja uma condição natural do organismo, o excesso pode causar incômodo estético e até mesmo comprometer a saúde capilar.Para entender o que provoca esse problema e como melhorar, é preciso entender que a oleosidade não surge no fio em si, mas sim no couro cabeludo, onde estão as glândulas sebáceas. A função do sebo é proteger a pele da região e lubrificar a fibra capilar, mas em algumas pessoas essas glândulas trabalham em ritmo acelerado. Leia Mais Frizz: por que alguns cabelos arrepiam mais do que outros? Hidratante não é tudo igual: veja como escolher o melhor para sua pele Regra dos 10 minutos: o método simples para vencer a procrastinação A predisposição genética é o principal fator para essa superprodução, acompanhada por oscilações hormonais que ocorrem na puberdade, na gestação, no ciclo menstrual ou devido ao estresse.O tipo de cabelo também influencia diretamente nessa percepção: fios lisos e finos transparecem a oleosidade mais rápido porque o sebo escorre facilmente da raiz às pontas, enquanto em cabelos cacheados e crespos a curvatura dificulta essa passagem.Hábitos diários como banhos muito quentes, uso do secador próximo ao couro cabeludo, aplicar condicionador, máscaras ou óleos diretamente na raiz e passar as mãos constantemente no cabelo.O uso excessivo de produtos finalizadores também pode deixar os fios com aparência mais pesada, principalmente em pessoas com cabelo fino ou couro cabeludo naturalmente oleoso.“Outros fatores também interferem, como clima quente e úmido, estresse e uso de produtos inadequados. Vale lembrar que ter um couro cabeludo oleoso não significa, necessariamente, que exista algum problema de saúde. Na maioria das vezes, é uma característica individual”, explica Regina Carralero, tricologista e especialista em saúde capilar.Manter a higiene adequada de escovas, pentes, fronhas e acessórios também ajuda a evitar o acúmulo de resíduos que podem entrar em contato com os fios.“E nem pensar em dormir com o cabelo molhado! A umidade na raiz é um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, aumentando a oleosidade na raiz”, diz Bellotti.Um dos principais mitos relacionados aos cabelos oleosos é que lavar os fios todos os dias faz com que o couro cabeludo produza ainda mais óleo. Mas não é bem assim!“Para quem tem cabelos oleosos, lavar diariamente pode, inclusive, ser a melhor estratégia para controlar o excesso de oleosidade, desde que sejam utilizados shampoos adequados para esse tipo de couro cabeludo. A frequência ideal varia de pessoa para pessoa. O mais importante é não deixar que a oleosidade se acumule por muitos dias”, acrescenta Carralero.Apesar de ser comum, a oleosidade excessiva pode causar desconforto e até favorecer outros problemas, como dermatite seborreica, uma inflamação do couro cabeludo que pode provocar descamação, coceira e vermelhidão.“O couro cabeludo é uma extensão da pele. O maior número de folículos e glândulas sebáceas deixa a região mais propensa a alterações como oleosidade excessiva, inflamações e descamação. Sendo assim, o couro cabeludo precisa ser cuidado por um especialista para manter o equilíbrio da barreira cutânea e da microbiota local, livre de inflamações e excesso de oleosidade”, explica Sheila Bellotti, tricologista e biomédica.Quais produtos ajudam a controlar a oleosidade?No mercado, existem shampoos e tratamentos específicos para cabelos oleosos, mas a escolha do produto deve considerar principalmente a característica do couro cabeludo e não apenas dos fios.Algumas fórmulas ajudam a controlar o excesso de sebo e remover resíduos, como as que possuem substâncias como ácido salicílico, zinco, niacinamida, argilas e alguns agentes de limpeza específicos.“Há também o tônico capilar, que tem a função de equilibrar o pH, ser antioxidante, antimicrobiano, calmante, seborregulador, limpando a raiz e impedindo o aumento do sebo. Os principais ativos são extratos de chá verde, extrato de urtiga, hamamelis, óleo essencial de melaleuca, menta ou alecrim”, acrescenta Bellotti.Os shampoos antirresíduos também podem ajudar em situações pontuais, principalmente para remover acúmulo de produtos como cremes, óleos e finalizadores. Porém, o uso frequente sem orientação pode ressecar o couro cabeludo.Outro produto bastante usado é o shampoo a seco, que pode ser uma alternativa para momentos específicos, como após um treino ou em situações em que não é possível lavar os cabelos. No entanto, ele não substitui a lavagem tradicional e não deve ser usado para mascarar uma oleosidade persistente.Quando procurar ajuda?A oleosidade faz parte do funcionamento normal do couro cabeludo, mas alguns sinais indicam que é preciso buscar avaliação médica.Coceira intensa, descamação persistente, vermelhidão, queda de cabelo associada ou aumento repentino da oleosidade podem indicar alterações que precisam de tratamento.Confira cuidados para ter com o cabelo após exercícios físicos