Como o BYD Song Pro 2027 ficou melhor mesmo com menos potência e mais lento

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O que mais chama a atenção do BYD Song Pro 2027 é o visual atualizado e o fato de a marca chinesa enfim conseguir colocar seu sistema híbrido plug-in flex nas lojas. Mas esta atualização do SUV médio é muito mais complexa do que aparenta e resultado supera qualquer prognóstico que uma redução de potência e de desempenho podem sugerir.Não é difícil notar a evolução no visual. A dianteira recebeu para-choque inédito, novos contornos nos faróis em led e uma grade frontal com aletas ativas, que abrem apenas quando há necessidade de refrigeração do conjunto mecânico. Com grade menor, a frente passa a ter design menos carregado e passa a lembrar muito o Atto 8.Preços do BYD Song Pro 2027:BYD Song Pro Flex GL – R$ 176.990BYD Song Pro Flex GS – R$ 199.990Na lateral, as rodas de liga leve de 18 polegadas ganharam desenho renovado e a coluna C passa a adotar um aplique preto, abandonando o acabamento prateado texturizado. Já na traseira a novidade é o logotipo “flex” que revela uma das principais novidades mecânicas. Continua após a publicidade–Divulgação/BYDA BYD chama de DM-i 5.0 o seu conjunto híbrido plug-in flex. O motor 1.5 aspirado, que agora queima etanol em qualquer proporção, segue com os 98 cv de antes, mas o torque aumentou de 12,4 para 12,8 kgfm, enquanto a eficiência térmica aumentou de 43,04% para 46,06%. Ele recebeu um sistema de injeção Bosch calibrado na Alemanha com o objetivo de garantir a melhor queima possível com etanol. Continua após a publicidadeA força deste motor é combinada com um motor elétrico integrado ao câmbio eCVT. Este motor elétrico sim é completamente diferente: o antigo de 197 cv foi substituído por um mais contido, de 163 cv e os mesmos 30,6 kgfm.Motor 1.5 aspirado agora é flexDivulgação/BYD Continua após a publicidadeEssa troca explica a redução nos números finais. Antes, a versão GL oferecia 223 cv e a GS chegava aos 235 cv. Agora, a GL entrega 218 cv e a GS, 219 cv. A marca também deixou de somar o torque dos dois motores, passando a divulgar apenas os 30,6 kgfm do motor elétrico que efetivamente chegam às rodas (ante os 43 kgfm combinados da linha anterior).A nova programação e injeção e de atuação do conjunto híbrido resultou em melhora no consumo, que pode ser vista quando comparadas as médias com gasolina do modelo 2027 com a linha anterior. O rendimento com etanol, como é de se esperar, chega a ser 27,5% menor.Consumo do BYD Song Pro com gasolina (Inmetro/PBEV)Versão e potênciaCidade (gasolina)Estrada (gasolina)Antigo Song Pro GL (223 cv)14,8 km/l13,2 km/lNovo Song Pro GL (218 cv)16,0 km/l13,9 km/lAntigo Song Pro GS (235 cv)15,2 km/l13,2 km/lNovo Song Pro GS (219 cv)15,9 km/l13,5 km/lConsumo do BYD Song Pro com etanol (Inmetro/PBEV)Versão e potênciaCidade (etanol)Estrada (etanol)Song Pro GL (218 cv)12,1 km/l10,7 km/lSong Pro GS (219 cv)11,7 km/l10,5 km/lO novo gerenciamento eletrônico melhorou o rendimento do SUV da BYD tanto na cidade quanto na rodovia, enquanto a redução de potência do motor elétrico resultou em ganho na autonomia elétrica. A versão GL tem bateria ligeiramente maior, passando para 13,1 kWh (ganho de 0,2 kWh), enquanto a GS mantém 18,3 kWh. O alcance puramente elétrico subiu para 57 km (ganho de 8 km) no modelo de entrada e 72 km (ganho de 10 km) na opção de topo, sempre pelo ciclo do Inmetro. Continua após a publicidade–Divulgação/BYDO que não foi resolvido foi a potência de recarga, que segue restrita a lentos 6,6 kW em corrente alternada (AC). Não há recarga rápida, um recurso que já está presente no Song Plus (de R$ 249.990). Continua após a publicidadeEntre muitas vantagens, uma desvantagem: SUV agora precisa de 8,6 s e 8,8 s para acelerar de 0 a 100 km/h, uma piora significativa piora frente aos 7,9 s do antecessor. Na verdade, é uma redução de potência muito maior do que seria esperado pela discreta redução de potência, o que comprova como a programação do sistema hibrido plug-in foi significativa.A velocidade máxima aumentou para 180 km/h, ante os 170 km/h do modelo antigo.–Divulgação/BYDEstes números, no entanto, dizem pouco ou quase nada sobre a experiência de dirigir o Song Pro 2027. Na prática, o sacrifício feito com o desempenho não é muito percebido, porque a entrega de força segue suficiente para o porte do carro.Quando em modo híbrido, não é necessário muita pressão no acelerador para que o motor 1.5 entre em ação para dividir o esforço com o motor elétrico, nem que seja para gerar energia para ele. Sente-se a vibração do motor, mas pouco do seu ruído invade a cabine.–Divulgação/BYDÉ importante destacar que a bateria esteve sempre acima dos 25% de carga neste primeiro test-drive. Nesta condição, o carro consegue garantir uma participação maior e mais prolongada do motor elétrico nas acelerações, passando a depender mais do motor flex conforme a bateria descarrega.Suspensão nacionalO que dita muito sobre o conforto da suspensão é a forma como a carga dos amortecedores e a constante elástica (a rigidez da mola) são definidos para lidar com as frequências do asfalto. Pequenas rugosidades representam as altas frequências e as grandes ondulações, acelerações e curvas, as baixas frequências. A mola armazena a energia do impacto e o amortecedor dissipa essa energia, ou seja, controla o movimento.–Divulgação/BYDAs exigências das suspensões dos carros que rodam no Brasil são bem diferentes daquelas da China, onde o asfalto é quase sempre muito bom. A BYD afirma ter escutado as queixas do consumidor brasileiro para fazer, aqui no Brasil, um novo acerto de suspensão.Deu certo. Ao mesmo tempo que as molas parecem ter mais rigidez para conter a inclinação da carroceria um um afundamento da traseira que se percebia antes, os amortecedores agora conseguem absorver mais rápido impactos secos, absorvendo melhor os defeitos do piso sem que, para isto, tenham deixado de controlar a inclinação da carroceria em curvas. Este novo acerto ainda deixou o Song Pro mais complacente com lombadas e valetas do que antes.–Divulgação/BYDA direção tem um bom peso, mas neste primeiro contato não notei diferença no peso dela quando com o modo Sport ativado. O que muda bastante é disposição do carro e a intensidade da regeneração.Também há melhorias na cabine, onde os bancos dianteiros foram trocados por uns mais confortáveis, tanto pelo melhor apoio do corpo nas laterais quanto pela espuma mais macia. Além disso, o encosto de cabeça passa a ser ajustável e o banco do carona ganha ajuste elétrico. O acabamento passa a ser todo escuro, acabando com a opção de materiais claros ou com cores contrastantes.–Divulgação/BYDOutro novo equipamento é o retrovisor interno eletrocrômico e o teto solar panorâmico com abertura torna-se equipamento de série no Song Pro GS. Com a adição de tweeters traseiros, o SUV ainda passa a ter 8 alto-falantes no total.O quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas deixa de estar destacado do painel, ficando por trás de uma peça plástica que vai de ponta a ponta do painel. O efeito é diferente, mas é difícil ter uma boa leitura das informações com tanto reflexo – muitas vezes, da cara do motorista. A central multimídia segue com 12,8 polegadas, mas agora integra serviços nativos do Google. O seletor de marchas migrou do console para a coluna de direção.SUV médio segue sem estepeDivulgação/BYDAs dimensões seguem inalteradas, com 4,74 m de comprimento, 1,86 m de largura e 2,71 m de distância entre os eixos. O porta-malas tem boa capacidade de 530 litros, muito devido ao fato de não ter estepe – há apenas um kit de reparo.O que muda entre as versões GL e GSA fabricante reestruturou o pacote de itens de série para justificar a diferença de R$ 23.000 entre as configurações. A opção de entrada GL (R$ 176.990) passa a contar com o pacote de segurança ativa (ADAS) de série. O utilitário agora sai de fábrica com controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de saída de faixa, leitura de placas de trânsito, frenagem de emergência e farol alto automático.–Divulgação/BYDA versão de entrada oferece faróis dianteiros e lanternas traseiras de led, rodas de liga leve de 18 polegadas, quadro de instrumentos digital integrado de 8,8 polegadas e central multimídia rotativa de 12,8 polegadas com Google Automotive Services, comandos de voz e integração sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. Conta também com ar-condicionado digital de duas zonas com saída para o banco traseiro, freio de estacionamento eletrônico, revestimento dos bancos em vinil, ajuste elétrico para o banco do motorista (6 vias) e manual para o passageiro (4 vias), sistema de som com seis alto-falantes e acesso por chave presencial ou NFC.Para a configuração de topo GS (R$ 199.990), a BYD reserva os itens de maior comodidade e tecnologia complementar. Além da bateria de maior capacidade (18,3 kWh), soma teto solar panorâmico com abertura e cortina elétricas, tampa do porta-malas com acionamento elétrico, vidros dianteiros laminados para redução de ruído, retrovisor interno fotocrômico, sensor de chuva e ajustes elétricos também para o banco do passageiro dianteiro (4 vias). O carregador de celular por indução ganha mais potência, passando para 50 W, e passa a ser ventilado. O sistema de áudio é elevado para oito alto-falantes.–Divulgação/BYDO pacote de assistência à condução é ampliado na configuração GS, recebendo adicionalmente o alerta de colisão traseira (RCW), alerta de tráfego cruzado traseiro com frenagem de emergência (RCTA e RCTB), aviso de abertura de portas (DOW) e detector de ponto cego (BSD).Com todas as novidades, o que ainda falta no Song Pro são o estepe e a possibilidade de recarga rápida. Quem sabe estes itens não aparecem em uma nova geração?Ficha técnica – BYD Song Pro GS Flex 2027Preço: R$ 199.990Motor combustão: gasolina, dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, 1.498 cm³, 98 cv, 12,8 kgfm;Motor elétrico: dianteiro, 163 cv, 30,6 kgfmCombinados: 219 cv, 30,6 kgfmBateria: 18,3 kWh com recarga máxima de 6,6 kWhCâmbio: eCVT, tração dianteiraSuspensão: McPherson (diant.)/ multilink (tras.)Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)Direção: elétricaRodas e pneus: liga leve, 225/60 R18Dimensões: comprimento, 473,8 cm; largura, 186 cm; altura, 171 cm; entre-eixos, 271,2 cm; tanque, 52 l; peso, 1.700 kg; porta-malas, 520 lDesempenho: 0 a 100 km/h em 8,8 s; Velocidade máxima, 180 km/h Publicidade