Deputada do PL acusa Janja de interferir no caso Discord e aciona MPF

Wait 5 sec.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou representação ao Ministério Público Federal para pedir  investigação da atuação da primeira-dama Janja em um episódio envolvendo a plataforma Discord.O documento questiona uma manifestação feita por Janja durante cerimônia no Palácio do Planalto, no último dia 6 de agosto, na presença do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.4 imagensFechar modal.1 de 4Júlia Zanatta em encontro com lideranças femininas conservadorasBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 4A deputada federal Júlia Zanatta, chega para a reunião com Flávio BolsonaroBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 4Janja participa de convenção do PT em SP que oficializou candidatura de Lula à reeleiçãoRicardo Stuckert4 de 4A primeira-dama Janja Lula da Silva Ricardo StuckertNa ocasião, Janja cobrou publicamente a adoção de medidas contra o Discord após o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão na plataforma.Segundo a representação, a primeira-dama pediu que fossem encontrados “instrumentos” para viabilizar uma medida contra a plataforma e questionou as autoridades presentes sobre quais mecanismos poderiam ser utilizados. Leia também Milena TeixeiraLula terá “intensivão” de gravações com 50 candidatos; veja bastidores Milena TeixeiraA festa com celular proibido que reuniu Vorcaro, Augusto Lima e Alcolumbre Milena TeixeiraSenador reage após aparecer em foto na piscina: “Ninguém pede ficha policial” Após a manifestação, a Advocacia-Geral da União anunciou que pretendia ajuizar uma ação civil pública contra o Discord.Para Zanatta, a atuação de Janja teria ultrapassado uma manifestação de opinião e poderia representar, em tese, o exercício de uma atribuição pública por alguém que não ocupa cargo ou função na administração federal.“A sequência cronológica dos fatos é elucidativa e não pode ser tratada como coincidência irrelevante: horas após a cobrança pública dirigida nominalmente ao ministro presente, a Advocacia-Geral da União anunciou medida concreta de atuação institucional, sem que se tenha notícia, até o momento, de processo técnicoadministrativo autônomo, prévio e formalmente documentado que a fundamentasse. Essa imediatidade é apta a caracterizar, em tese, o exercício de fato de atribuição decisória por quem não detém título para tanto, com deslocamento, ainda que informal, do centro decisório”, diz um trecho da ação.A deputada cita o artigo 328 do Código Penal, que trata do crime de usurpação de função pública, e também aponta possíveis violações aos princípios constitucionais que tratam da organização da Administração Pública e das atribuições do presidente da República. Leia também Milena TeixeiraLula terá “intensivão” de gravações com 50 candidatos; veja bastidores Milena TeixeiraA festa com celular proibido que reuniu Vorcaro, Augusto Lima e Alcolumbre Milena TeixeiraSenador reage após aparecer em foto na piscina: “Ninguém pede ficha policial” A representação ressalta, contudo, que Janja não teria assinado ou formalizado qualquer decisão.Decisão judicialOutro ponto destacado pela deputada é que, segundo nota da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), a autoridade policial já havia solicitado à Justiça a suspensão do Discord no caso que motivou a manifestação de Janja. O pedido, entretanto, teria sido negado pelo Judiciário.Para a parlamentar, esse fato torna necessária a apuração sobre os fundamentos que levaram a AGU a anunciar uma nova medida contra a plataforma logo após a cobrança pública da primeira-dama.A deputada pede que o MPF requisite documentos à Casa Civil, ao Ministério da Justiça e à AGU para esclarecer como foi tomada a decisão de ajuizar a ação contra o Discord e se houve determinação formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).