O Missão registrou oficialmente a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. No plano de governo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o postulante traz propostas para substituir o Bolsa Família, fundir municípios, combater o crime organizado e outras medidas, como criar superpresídios.Intitulado “Livro Amarelo”, o documento detalha as políticas que serão adotadas em um eventual governo, em áreas como economia, segurança pública, saúde, cultura, educação, entre outras.No capítulo que trata do Pacto Federativo, o candidato propõe reduzir em até 70% o número de municípios brasileiros, passando de 5.570 para 1.656. O projeto é chamado de “Grande Consolidação Municipal”. O objetivo, segundo o plano de governo é reduzir custos e melhorar a gestão dos recursos públicos.“A fragmentação territorial do Brasil produz uma série de problemas graves como a explosão do assistencialismo e a pressão sobre a partição dos recursos dentro do modelo do pacto federativo. Nessa linha, o governo da Missão vai promover a maior reorganização territorial da história republicana brasileira: a Grande Consolidação Municipal, programa federal de fusão de municípios inviáveis em unidades administrativas com escala suficiente para entregar serviços públicos de qualidade”, propõe o candidato.O plano também sugere promover uma “reforma do assistencialismo”, com a substituição do Bolsa Família por um programa que incentiva a inserção de beneficiários no mercado formal de trabalho.“Nossa proposta de reforma total do sistema de assistencialismo, substituindo o Bolsa Família por um modelo de frentes de trabalho, em que os beneficiários participam de projetos para o bem público, se consolidando como participantes ativos da comunidade”, destaca.5 imagensFechar modal.1 de 5Renan Santos diz que eleitores elegerão "300 bandidos e vagabundos"Reprodução/G12 de 5Sam Pancher/Metrópoles3 de 5Renan foi oficializado pelo partido no último dia 20, em convenção onlineReprodução/Partido Missão4 de 5Renan Santos é um dos fundadores do MBLDivulgação5 de 5Renan Santos é pré-candidato à presidência pelo partido MissãoReprodução/Redes SociaisNo campo da segurança pública, o documento detalha uma política baseada no lema “Prendeu, Matou”. Segundo o texto, a proposta não pretende “prender e matar criminosos”, mas “permitir que as forças de segurança tratem como inimigos aqueles que ameaçam a segurança dos cidadãos e a soberania do Estado Brasileiro”.O plano ressalta que “policiais devem capturar todos os líderes desses grupos anômalos e, quando houver perigo ou resistência, neutralizá-los da maneira mais eficiente”.Entre as outras propostas para a segurança pública está a criação de “superpresídios” de segurança máxima em regiões remotas, inspirado no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), de El Salvador. Leia também Igor GadelhaRenan Santos fará 1º ato de campanha em frente a prédio da USP BrasilRenan Santos diz que o Brasil elegerá “300 parasitas e vagabundos” São PauloRenan Santos rechaça Lula e Flávio Bolsonaro e ressalta independência São PauloCom ataques a Lula e Flávio, Missão oficializa Renan Santos RouanetRenan Santos também propõe alterar as regras para fomento à cultura via Lei Rouanet e redirecionar recursos para a segurança pública. Sugere ainda a fusão entre os ministério da Educação com a Cultura.Para a educação, o candidato quer criar um código de conduta para os estudantes, que “prescreva punições objetivas para comportamentos inadequados em sala de aula”. Também defende a ampliação do modelo de escolas civis-militares em regiões com alto índice de criminalidade.“A militarização das escolas deve ser vista como uma medida provisória, a fim de estancar a violência endêmica, em especial nas regiões com alta criminalidade no entorno”, propõe o plano.Acesso a íntegra do documento no portal do TSE.