Se há um setor de que o investidor gosta é o de bancos. Resilientes e com histórico de lucros consistentes, costumam distribuir bons dividendos. Para a XP, se esse é o objetivo, a escolha certa é o Itaú Unibanco (ITUB4).Sim, o banco é figurinha carimbada entre os analistas. As ações acumulam alta de mais de 14% nos últimos 12 meses e há quem considere o papel caro.Para a corretora, porém, não há como negar a fortaleza que o Itaú construiu para enfrentar os mares agitados da economia brasileira.Também não dá para ignorar o potencial de valorização. A XP vê espaço para uma alta de 20% e elegeu o banco como sua principal recomendação na Bolsa (top pick), com preço-alvo de R$ 50.Segundo os analistas, o Itaú reúne atributos de alta qualidade, sustentados por uma combinação de crescimento saudável da carteira de crédito, qualidade dos ativos resiliente e rentabilidade líder no setor.‘A cerca de oito vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2027, o Itaú já não é uma tese baseada em valuation. Em vez disso, vemos o múltiplo atual como um preço justo por uma visibilidade superior de resultados, qualidade de ativos resiliente e consistente geração de capital’, afirma a XP.Ao mesmo tempo, a corretora destaca que o Itaú oferece um dividend yield de 8%.A XP reconhece que um ambiente macroeconômico mais fraco pode pressionar as receitas, o que levou a um corte de 1% nas projeções de lucro. Ainda assim, avalia que o banco continua bem posicionado para entregar crescimento saudável e atravessar um ciclo de crédito mais desafiador, apoiado por:custos de crédito estáveis;sólida geração de capital; eum mix de carteira favorável, concentrado em segmentos de maior qualidade.Bom trimestreNa avaliação da XP, o Itaú entregou mais um trimestre sólido, com crescimento saudável da carteira de crédito e qualidade dos ativos sob controle.A expansão continua concentrada em clientes de maior qualidade, enquanto os níveis de inadimplência e o custo de crédito permanecem estáveis. Ao mesmo tempo, a eficiência operacional e a geração de capital seguem robustas.Por outro lado, a atividade mais fraca nos mercados de capitais e os esforços contínuos para fortalecer a centralidade do cliente levaram o banco a revisar para baixo o guidance de tarifas e seguros para 2026.O Itaú praticamente cortou pela metade a expectativa de crescimento da receita de prestação de serviços e do resultado de seguros para 2026, que passou para uma faixa entre 2% e 5%, ante a previsão anterior de 5% a 9%.As principais mudanças incorporadas ao modelo da XP foram:receitas com tarifas mais fracas;leve redução no custo de crédito e nas despesas operacionais (1%), sustentada por um primeiro semestre de 2026 melhor do que o esperado; emenor alíquota efetiva de imposto, que agora deve permanecer na ponta inferior da faixa indicada pelo guidance.