Proibido de visitar Bolsonaro, Flávio escreve carta e chora: “Até breve”

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (9), um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após ser impedido de visitá-lo no Dia dos Pais.Na carta, Flávio afirma que havia acabado de participar de uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, quando soube que o pedido apresentado pela defesa para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o pai havia sido negado.“Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, afirmou o senador. Leia Mais Deputadas se mobilizam contra férias escolares na Copa Feminina de 2027 Após queda de aeronave, prefeito do Rio pede suspensão de voos panorâmicos STF deve retomar até novembro julgamento sobre bets e jogos de azar O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou no sábado (8) o pedido para que os três filhos visitassem Bolsonaro na tarde deste domingo. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional em razão do Dia dos Pais, argumentando que o encontro teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária.Na decisão, Moraes citou a suspensão por 30 dias das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos e advogados. Flávio, especificamente, está proibido de visitar o pai por 90 dias desde meados de julho, depois de divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.Para o ministro, a publicação representou descumprimento das restrições que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa nega que Bolsonaro soubesse previamente que o documento seria divulgado.Na nova carta, Flávio também disse que recebe informações sobre o estado de saúde e o humor do pai por meio dos advogados.“Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta”, escreveu.O candidato também fez um balanço da campanha presidencial. Segundo ele, a articulação conduzida ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN) permitiu montar palanques em “quase todos os estados”.Flávio afirmou ainda que, apesar de partidos de centro não terem formalizado apoio à sua candidatura, lideranças dessas siglas estariam ao seu lado.Em outro trecho, o senador afirmou acreditar que Bolsonaro participará de uma eventual cerimônia de posse em janeiro de 2027.“Nos meus discursos, quando falo que você vai colocar a faixa de presidente em mim, em janeiro de 27, o povo vai ao delírio”, afirmou.Flávio encerrou a carta criticando novamente a impossibilidade de encontrar o pai neste domingo.“Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste”, escreveu.