A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou neste domingo (9) que está em contato com a Prefeitura do Rio para definir uma atuação conjunta na fiscalização de voos panorâmicos na cidade.A discussão ocorre após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no sábado (8). Quatro pessoas morreram: o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo. Leia Mais Jovem morta em queda de helicóptero no Rio era influenciadora na Colômbia Famílias acompanham identificação de vítimas de queda de helicóptero no RJ Rio registra rajadas de 60 km/h neste domingo (9); veja previsão O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) pediu à Anac medidas imediatas e citou a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos para ampliar a fiscalização. Segundo ele, a aeronave tinha autorização para realizar esse tipo de serviço.A Anac informou que o helicóptero estava com a certificação em dia e ressaltou que voos panorâmicos são classificados como SAE (Serviços Aéreos Especializados) e devem ser realizados por empresas e profissionais certificados.As causas da queda serão investigadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A Polícia Civil também apura o caso.Outro acidente dois meses antesEm junho, dois helicópteros caíram após uma colisão no ar em um pátio de veículos no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. O acidente deixou seis mortos e provocou um incêndio que atingiu cerca de 20 carros.Entre as vítimas estava o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos. Também morreram Lucas Vignale, Gaspar Prim, Lucas Brito Chaves, Alexandre Souza e Charles Marsillac.No acidente de sábado (9), o helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, pertencia à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos) e foi encontrado em uma área de mata dentro do Parque Nacional da Tijuca.