A Super73 apresentou a MZFT, uma bicicleta elétrica de inspiração motociclística que combina visual robusto, acelerador no guidão e dimensões compactas. O modelo pertence à Classe 2, tem motor de 500 W e velocidade máxima de 20 mph.Testada pela jornalista Heather Kuldell-Ware, da Popular Science, a bicicleta foi utilizada em deslocamentos urbanos, pequenos trajetos e um percurso de 25 km com diferentes tipos de terreno. A avaliação apontou autonomia compatível com a proposta de uso recreativo e cotidiano.O modelo custa a partir de US$ 1.995 na configuração com uma bateria de 520 Wh. Entre os principais diferenciais estão a altura de assento de 27 polegadas, o compartimento de armazenamento sob o banco e a possibilidade de instalação de uma segunda bateria.Uma e-bike feita para parecer diferenteA MZFT foi concebida para se afastar da aparência tradicional das bicicletas elétricas. O desenho combina referências de bicicletas BMX dos anos 1980 e motos de trilha, enquanto os pneus largos de 16 por 4,5 polegadas reforçam a identidade visual.Apesar da aparência, a configuração mecânica segue a proposta de uma bicicleta elétrica Classe 2. O conjunto utiliza um motor traseiro de 500 W, transmissão de velocidade única e acelerador acionado pelo polegar. A assistência elétrica e a carga da bateria são acompanhadas por dois conjuntos de cinco LEDs.A versão avaliada tinha bateria de 520 Wh, equivalente a 52 V e 10 Ah, com certificação UL2271. A Super73 também oferece uma configuração com duas baterias, alternativa que pode ampliar consideravelmente a distância percorrida antes de uma recarga.A autonomia declarada pela fabricante chega a 32 km com uma bateria e 64 km na configuração dupla. No teste realizado, a MZFT percorreu um circuito de 25 km que reunia ciclovias compartilhadas, cruzamentos urbanos, uma passarela de madeira, uma subida acentuada e cerca de 1.300 pés de variação de altitude.O motor conseguiu concluir o percurso, embora tenha sido necessário auxiliar com os pedais em algumas das subidas mais íngremes. Ao final do trajeto, ainda restavam duas das cinco luzes indicadoras da bateria. A avaliação considerou realista a autonomia de 24 a 32 km para a configuração com uma bateria.Foco no conforto e na acessibilidadeVisão geral da SUPER73-MZFT – (Divulgação: Super73)Um dos pontos destacados na avaliação foi a altura do assento. Com 27 polegadas, a MZFT foi projetada para acomodar pessoas com estatura entre 1,47 m e 1,78 m, faixa que amplia o acesso ao segmento de bicicletas elétricas com aparência de moto.O peso do veículo, por outro lado, chega a aproximadamente 38,6 kg. O banco largo favorece o uso descontraído com o acelerador, mas prejudica a experiência de quem pretende pedalar por períodos prolongados. A posição exigida pelas dimensões do assento deixa as pernas mais afastadas durante a pedalada.A construção também não utiliza suspensão. Por isso, buracos, emendas do asfalto e trechos de cascalho são sentidos com maior intensidade. A avaliação indicou que a MZFT se adapta melhor a pavimentos regulares e ciclovias lisas.Acelerador é protagonistaBateria da SUPER73-MZFT – (Divulgação: Super73)A experiência de condução privilegia o acelerador. Ao pressionar o comando instalado no lado direito do guidão, a bicicleta ganha velocidade sem exigir o uso constante dos pedais.A resposta pode parecer brusca quando a bicicleta passa por irregularidades, já que movimentos involuntários do polegar podem interferir no acionamento. Ainda assim, a avaliação considerou o comportamento compatível com a proposta recreativa do modelo.A simplicidade também aparece na ausência de recursos destinados a elevar a velocidade máxima. A MZFT permanece limitada a 20 mph e não oferece um modo oculto de Classe 3 ou configurações adicionais para ultrapassar esse limite.Sob o banco há ainda um compartimento com trava para pequenos objetos. O espaço inclui duas portas USB-C, permitindo utilizar a estrutura para guardar itens essenciais e carregar dispositivos compatíveis.Aparência influencia a recepçãoO visual inspirado em motos também interfere na maneira como a bicicleta é percebida por outras pessoas. Durante os testes, crianças demonstraram interesse pelo desenho compacto e pelos pneus largos, enquanto alguns ciclistas tradicionais reagiram com desconfiança ao estilo do veículo.A avaliação relacionou essa reação à crescente presença de modelos elétricos mais potentes que visualmente se aproximam de motocicletas e bicicletas de trilha. Nesse cenário, a aparência da MZFT pode provocar uma percepção diferente daquela associada às e-bikes convencionais, apesar de sua classificação como Classe 2.A característica central do modelo está justamente nessa combinação. A MZFT procura oferecer o apelo visual e a condução por acelerador associados às bicicletas elétricas de inspiração motociclística, mas mantém pedais funcionais, limite de 20 mph e configuração correspondente à Classe 2.O post E-bike com visual de moto combina diversão, praticidade e condução acessível apareceu primeiro em Olhar Digital.