O dólar à vista teve nova rodada de ganhos ante o real com a continuidade da cautela dos investidores em relação ao mercado brasileiro e um relatório dos Estados Unidos mencionando o Brasil como um dos 40 países que ajudaram a China a driblar as tarifas norte-americanas. Nesta quinta-feira (13), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1930, em alta de 0,25%, na maior cotação desde o fim de janeiro de 2026.Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em leve baixa de 0,05%, aos 99,961 pontos.O que mexeu com o dólar hoje?Pela manhã, o índice de preços ao produtor (PPI) de julho dos Estados Unidos apresentou estabilidade na margem, após recuo de 0,1% em junho. Na taxa anualizada, o índice avançou 4,7%, após 5,5% na leitura anterior. O dado veio abaixo do esperado pelos analistas consultados pela FactSet, que previam alta mensal de 0,1% e acréscimo anual de 4,9%.Para o analista de ações da Empiricus Research Matheus Spiess, o dado foi positivo, apesar da relativa aceleração, uma vez que reforça a perspectiva de manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a aposta por alta nos juros pelo Fed migrou de outubro para dezembro.Além disso, no radar dos investidores os Estados Unidos divulgaram nesta quinta-feira (13) um relatório acusando o Brasil e cerca de 40 países de ajudarem a China a burlar tarifas de importação americanas por meio de transbordo ilegal (transshipping, em inglês). Intitulado “O Grande Esquema do Transbordo”, o documento classifica os países em diferentes níveis de ligação com Pequim.Na avaliação de Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o dólar fecha em alta também demonstrando leve descolamento do cenário internacional, com queda do DXY e dos juros nos EUA. “Um fator que pode explicar a movimentação é a relevante saída de capital estrangeiro da B3, o que tende a pressionar o real”, afirma.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.