Banco do Brasil (BBAS3): Safra diz que balanço pouco contribui para confiança na recuperação dos lucros

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A reação negativa ao balanço já era esperada pelo Banco Safra. Na mínima intradia, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 4,16% (R$ 18,21) nesta quinta-feira (13). new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BBAS3", "BBAS3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "cc1634b"} ); Para os analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, ainda que o lucro líquido e R$ 3,9 bilhões tenha ficado 4% acima da estimativa do banco, essa “surpresa” é de baixa qualidade e secundária diante do que os resultados realmente mostram.“De modo geral, apesar da surpresa positiva no lucro, não acreditamos que o trimestre forneça evidências de uma trajetória de melhora da rentabilidade”, escreveram os analistas. Para eles, “os principais desafios continuam sem solução, e os resultados pouco contribuem para aumentar a confiança em uma recuperação sustentável dos lucros”. VEJA OS NÚMEROS DO 2T26: Lucro sobe 3,3%, chega a R$ 3,9 bilhões e vem melhor que esperado Pontos de atenção para o Banco do Brasil (BBAS3)O Safra chamou a atenção para a qualidade dos ativos que, segundo os analistas, pioraram significativamente. Em destaque, a inadimplência acima de 90 dias no cartão de crédito dobrou, para 14,6%, enquanto a formação de inadimplência no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre.A carteira de agronegócio também continuou apresentando sinais de estresse, com a administração indicando que o índice de pagamentos em dia em julho ficou em 74%. “O número se deteriorou sequencialmente justamente em um mês que concentra o maior volume de pagamentos do ano (R$ 20 bilhões)”, destacaram os analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre.“Toda a tese agora depende de uma recuperação relevante da carteira de agronegócio, condicionada à implementação e execução bem-sucedidas da medida provisória sobre a renegociação das dívidas rurais”, acrescentaram.Além disso, a dupla do Safra vê ‘ventos contrários emergentes’ sobre a capacidade de geração de lucro do BB. Isso porque a revisão da taxa de desconto utilizada na avaliação atuarial das obrigações com benefícios aos funcionários (Previ e Cassi) gerou um impacto negativo de aproximadamente R$ 7 bilhões sobre o patrimônio líquido.O BB ainda acumulou $ 3,5 bilhões em ativos fiscais diferidos (DTAs) relacionados a prejuízos fiscais, além de R$ 5,3 bilhões em DTAs totais, e R$ 4 bilhões negativos em passivos fiscais diferidos (DTLs).“O impacto combinado de R$ 9,3 bilhões sobre o patrimônio líquido tangível pode implicar um impacto anualizado estimado de aproximadamente R$ 1 bilhão sobre a margem financeira líquida (NII), representando um peso relevante sobre o retorno do patrimônio”, diz o relatório do Safra. O Safra tem recomendação neutra para as ações BBAS3 e preço-alvo de R$ 25 no fim de 2026, o que implica em um potencial de valorização de 32% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (12), os papéis do BB encerraram o pregão cotados a R$ 19,00.