Os dirigentes de seis federações árabes de futebol expressaram seu “apoio total” e “confiança” em Gianni Infantino nesta quinta-feira (13), enquanto o pressionado presidente da Fifa luta para manter o cargo após o fracasso de seu plano de investimento privado para a Copa do Mundo.O suporte veio do Marrocos (coanfitrião da Copa de 2030), Catar, Egito, Mauritânia, Líbano e Sudão; quatro dos signatários são membros do Conselho da Fifa.“Nós, os líderes abaixo-assinados de nossas respectivas associações de futebol, expressamos nosso total apoio ao Sr. Gianni Infantino, presidente da Fifa, e reafirmamos nossa confiança em sua liderança e em seu compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”, dizia o comunicado. “Apreciamos profundamente os esforços constantes do Sr. Infantino para promover o futebol globalmente, ampliar oportunidades em todas as regiões e fortalecer o papel do esporte em unir pessoas e comunidades.”O manifesto afirmava que os signatários “esperam continuar nossa estreita cooperação com ele em prol de um futuro mais forte e próspero para o futebol mundial, ampliando oportunidades e aumentando ainda mais a contribuição do futebol árabe para o esporte global”.Infantino enfrenta uma revolta após seu plano de vender participações na Copa do Mundo para investidores de capital privado. Ele retirou a proposta de US$ 20 bilhões após uma reação furiosa de dirigentes do futebol mundial, incluindo a entidade europeia UEFA, que alertou sobre um possível boicote a todos os jogos e eventos da Fifa.A Uefa uniu-se à Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe) e à AFC (Confederação da Ásia) e divulgou uma carta aberta na segunda-feira afirmando que o plano de Infantino representava uma “quebra fundamental de confiança” e descrevendo-o como um “engano”.Além disso, na quinta-feira, a Associação de Futebol da Irlanda declarou que retirou seu apoio à reeleição de Infantino como presidente da Fifa em março, afirmando que “eventos recentes levantaram preocupações significativas em relação à governança, transparência e à falta de consulta adequada”.As federações de futebol da Inglaterra e do País de Gales fizeram o mesmo na semana passada, enquanto a Irlanda do Norte declarou apoio à posição da Uefa.Bloco asiáticoAo expressarem apoio a Infantino, Catar e Líbano alinharam-se contra a Confederação Asiática de Futebol. A conta oficial de Infantino no Instagram já havia publicado cartas de apoio de várias federações-membro, incluindo as do Marrocos, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.Entre os signatários, quatro eram membros do Conselho da Fifa: o presidente da Associação de Futebol do Catar, Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani; o presidente da Associação de Futebol do Egito, Hany Abo Rida; o presidente da Federação de Futebol do Marrocos, Fouzi Lekjaa; o presidente da Federação de Futebol da Mauritânia, Ahmed Yahya.Os outros dois eram o presidente da Associação de Futebol do Líbano, Hashem Haidar, e Moatasem Gafar, presidente da Associação de Futebol do Sudão.Infantino ocupa a presidência da Fifa desde 2016 e parecia ter sua reeleição garantida, sem concorrentes, no próximo ano, no Marrocos. A entidade que comanda o futebol no planeta estabeleceu o dia 18 de novembro como prazo limite para a apresentação de eventuais oponentes.