Bitcoin hoje: BTC cai para US$ 63,4 mil com saída de ETFs e inflação nos EUA sem surpresas

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O Bitcoin opera a US$ 63.398 (cerca de R$ 328,9 mil) nesta quinta-feira (13), com queda de 1,1% nas últimas 24 horas e recuo de 1,7% na semana. O ativo voltou a negociar abaixo da média móvel simples de 200 semanas, hoje próxima de US$ 64 mil, embora a distância entre o preço atual e esse indicador técnico continue pequena, com o BTC oscilando dentro de uma faixa estreita entre US$ 63 mil e US$ 65 mil nos últimos dias.Parte da fraqueza recente vem do fluxo dos ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos. Os fundos registraram saída líquida de US$ 61,1 milhões na véspera, levando o total da semana a cerca de US$ 200 milhões em resgates. O movimento contrasta com a semana anterior, quando os ETFs somaram mais de US$ 853 milhões em entradas líquidas — o terceiro melhor resultado semanal de 2026. A reversão do fluxo ajuda a explicar por que o BTC tem encontrado dificuldade para sustentar altas, já que os ETFs deixaram de ser um vento favorável e passaram a atuar como fator de pressão. Uma recuperação do preço para a faixa entre US$ 65 mil e US$ 67 mil dependeria de uma retomada consistente das entradas nesses produtos.CPI vem dentro do esperado, mas detalhe passa despercebidoO índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a julho veio em linha com as projeções. A inflação cheia recuou para 3,4% em 12 meses e o núcleo, que exclui itens mais voláteis, caiu para 2,5%. Na comparação mensal, o índice subiu 0,1%, revertendo a queda de 0,4% registrada em junho. Como não houve surpresa, o dado não serviu como catalisador imediato para o Bitcoin.Ainda assim, um detalhe do relatório chama atenção: o chamado “supercore” — medida de inflação de serviços que exclui moradia — caiu para 2,99% em 12 meses, o menor nível desde setembro de 2023. A inflação de moradia também desacelerou, para 3,16% em 12 meses, mínima desde 2021. Esses números sugerem que a pressão inflacionária mais persistente está perdendo força, o que pode abrir espaço para o Federal Reserve (Fed) precisar de menos altas de juros do que o mercado hoje precifica — um cenário potencialmente positivo para ativos de risco como as criptomoedas.Custo da dívida dos EUA reforça tese de longo prazo do BitcoinOutro dado relevante é o custo da dívida pública americana. O gasto anualizado com juros da dívida federal atingiu cerca de US$ 1,38 trilhão, recorde histórico equivalente a 4,2% do PIB dos EUA — o maior percentual desde 1997, contra 2,3% em 2020. Nos últimos cinco anos, esse custo subiu quase 200%, um avanço de aproximadamente US$ 900 bilhões.Para defensores do Bitcoin, esse cenário reforça a tese original do ativo como alternativa a um sistema financeiro cada vez mais dependente de dívida e expansão monetária. No curto prazo, juros elevados tendem a pressionar o preço, mas o aumento contínuo do custo da dívida americana tende a sustentar, no longo prazo, a demanda por ativos escassos e com oferta previsível.De olho no que vem a seguir, o mercado deve monitorar a evolução do fluxo dos ETFs à vista nos próximos dias e os próximos sinais do Fed sobre o ritmo de cortes de juros, fatores que devem ditar se o BTC recupera a média de 200 semanas ou aprofunda a correção.De 12 a 14 de agosto, a Super Quarta do Mercado Bitcoin oferece até 3% de cashback em Bitcoin para investimentos em ativos elegíveis, e os 3 maiores investidores concorrem a uma Ledger Flex! Clique aqui para saber mais.O post Bitcoin hoje: BTC cai para US$ 63,4 mil com saída de ETFs e inflação nos EUA sem surpresas apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.