Fleury (FLRY3) e Marcopolo (POMO4) são os destaques da semana; veja o que movimentou o Ibovespa

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O Ibovespa (IBOV) encerrou a primeira semana de agosto em queda com pressão dos balanços corporativos. O destaque, porém, ficou por conta da decisão do Copom, amplamente esperada pelo mercado. O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 3,08% na semana e encerrou a última sessão aos 172.513,42 pontos.Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0836, com alta de 0,26% no acumulado da semana. Por aqui, o mercado reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, a quarta flexibilização dos juros consecutiva e, mais uma vez, a decisão foi unânime, em linha com o esperado pelo mercado.Para parte do mercado, o comunicado deixou a porta aberta para pelo menos um novo corte na Selic, em setembro.O cenário eleitoral também ficou no radar. O anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-PB) como vice do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também injetou aversão a risco no mercado, com a “chapa puro sangue” — presidente e vice do mesmo partido. ExteriorAs tensões geopolíticas continuaram no radar, em meio às expectativas de avanços nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. Por outro lado, o mercado adiou a aposta de retomada do ciclo de altas no Fed Funds de setembro para outubro após novos dados de emprego, que vieram mais fracos do que o esperado.O relatório de empregos não-agrícolas, o payroll, desacelerou mais do que o esperado em julho. O documento apontou o fechamento de 23 mil postos de trabalho no mês passado, ante a expectativa de abertura de 80 mil vagas no período.A taxa de desemprego também recuou de 4,2% em junho para 4,1% em julho, enquanto os economistas projetavam estabilidade.Vale lembrar que o payroll é a principal referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para o mercado de trabalho.Sobe e desce do IbovespaAs ações da Fleury (FLRY3) lideraram os ganhos do Ibovespa em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26). A companhia reportou lucro líquido de R$ 221,9 milhões no 2T26, um avanço de 45,7% na comparação com o mesmo período de 2025. A cifra bateu a expectativa do mercado: consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 172 milhões no período.O desempenho operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu R$ 612,9 milhões, avanço de 15,2% ante o mesmo período de 2025. A margem Ebitda ficou em 26,5%.Na avaliação dos analistas, o resultado da companhia foi sólido, com números operacionais positivos, forte geração de caixa e alavancagem controlada.Confira as maiores altas do Ibovespa entre 3 e 7 de agosto:CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANALFLRY3Fleury ON10,56%RADL3RD Saúde ON9,42%EMBJ3Embraer ON6,48%CURY3Cury ON4,22%TOTS3Totvs ON3,70%AZZA3Azzas 21543,59%SANB11Santander Brasil units2,27%DIRR3Direcional ON2,03%WEGE3Weg ON1,95%HYPE3Hypera ON1,55%Fonte: B3Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Marcopolo (POMO4), também em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26). A companhia reportou lucro líquido de R$ 271,2 milhões no 2T26. A cifra representa queda de 15,5% ante igual intervalo de 2025.O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na siglça em inglês) caiu 15% na mesma base comparativa, atingindo R$ 338,6 milhões. Já a margem Ebitda atingiu 14,3%, queda de 3 pontos porcentuais na base anual.Para analistas, a Marcopolo reportou uma combinação de resultados “fracos”, com números abaixo das expectativas dos principais bancos e casas de análise. O BTG Pactual, por exemplo, classificou como “um trimestre para esquecer”.Veja as maiores quedas da semana:CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANALPOMO4Marcopolo PN-14,88%MGLU3Magazine Luiza ON-12,52%CSAN3Cosan ON-9,83%LREN3Lojas Renner ON-8,90%MBRF3MBRF ON-8,38%SMFT3Smart Fit ON-7,87%PSSA3Porto ON-7,82%VAMO3Vamos ON-7,78%BRAV3Brava Energia ON-7,73%PETR3Petrobras ON-6,83%Fonte: B3