Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram, nesta quinta-feira (13/8), em um imóvel de propriedade de Ernildo Júnior, dono da empresa paraibana de apostas on-line PixBet, um quadro que pode ser de autoria do renomado pintor brasileiro Di Cavalcanti. Se a autenticidade for confirmada, a obra pode valer até R$ 500 mil.O quadro foi encontrado em um apartamento localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa (PB), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Arena, que investiga um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas. Leia também Mirelle PinheiroAdvogado Nelson Wilians é alvo de buscas pela PF em SP Mirelle PinheiroPF acha carrões de luxo na mansão de Nelson Wilians Mirelle PinheiroQuem é Nelson Wilians, advogado alvo de buscas pela PF em SP Mirelle PinheiroPF desmonta esquema que levava brasileiros ilegalmente aos EUA Após ser apreendido, o quadro passará por análise. A perícia dirá se a obra realmente foi feita por Di Cavalcanti.Além do empresário, o advogado Nelson Wilians está entre os alvos da operação. Ele é dono de grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros caros e viagens. 10 imagensFechar modal.1 de 10Divulgação/PF2 de 10Divulgação/PF3 de 10Mansão do advogado Nelson Wilians nos Jardins é alvo de operação da PFLeonardo Amaro/Metrópoles4 de 10Mansão do advogado Nelson Wilians nos Jardins é alvo de operação da PFLeonardo Amaro/Metrópoles5 de 10Mansão do advogado Nelson Wilians nos Jardins é alvo de operação da PFLeonardo Amaro/Metrópoles6 de 10Advogado Nelson WiliansReprodução/ Instagram7 de 10Casal Nelson e Anne WiliansReprodução/ Instagram8 de 10Casal é suspeito de participar de esquema de fraudes bilionárias no ICMSReprodução/ Instagram9 de 10Nelson e Anne estão entre os alvos de operação do Cira/SPReprodução/ Instagram10 de 10Nelson Wilians, advogado de Maurício Camisotti, é ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do INSS MetrópolesVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto InvestigaçãoSegundo a Receita Federal, empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.A Receita ressaltou que embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.A operaçãoA ação policial envolve medidas de quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.Ao todo, são cumpridos, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba.As medidas são cumpridas nos seguintes estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.