O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para investigar a filiação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao Missão, após afirmar que o caso não foi fruto de hackeamento .Segundo o TSE, a associação de Flávio ao partido teria sido por alguém que possuia os dados do senador e o filiou a legenda. “Foi de uso indevido de ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para evitar filiações”, disse em nota.Nota do MissãoSegundo a certidão de filiação partidária, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi desfiliado do PL na quarta-feira (12) e filiado ao Missão no mesmo dia.A Jovem Pan entrou em contato com a campanha de Flávio sobre a filiação. Se houver resposta, o texto será atualizado.Questionado sobre o episódio, Renan Santos afirmou à reportagem que “a última coisa” que ele deseja é a filiação do senador ao partido que ele fundou. “Obviamente não partiu da gente isso, deve ter sido alguém que hackeou. A última coisa que eu vou querer é o Flávio Bolsonaro filiado no partido que eu fundei”, disse.Após a repercussão do caso, o partido Missão divulgou uma nota em que afirma que o gabinete de Flávio foi informado sobre a tentativa de filiação no último dia 2. No comunicado, a sigla também diz que está em contato com a Polícia Federal e o TSE sobre a situação.*Em atualização