Bugatti Destrier é hipercarro de pista transformado em carro de luxo com 1.600 cv

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O Bugatti Destrier é a mais recente criação feita sob encomenda pela fabricante francesa, desenvolvida para transformar o hipercarro Bolide em uma “escultura automotiva clássica”. Feito sob medida como o terceiro projeto do Programme Solitaire, o esportivo abdica das enormes asas e fendas aerodinâmicas focadas no uso em pista para ter design limpo. A estreia oficial para o público acontece no Pebble Beach Concours d’Elegance, na Califórnia, no próximo fim de semana.A decisão de converter um carro nascido para quebrar recordes de tempo de volta em uma peça de concurso de elegância não é inédita na história da Bugatti. Fizeram o mesmo na década de 1930 com o chassi do Type 57, que serviu de base tanto para modelos vencedores em Le Mans quanto para o cultuado 57SC Atlantic. O Destrier se junta aos Bugatti F.K.P. Hommage e Brouillard.–Divulgação/BugattiNo Destrier, essa tradição se repete: o rígido monocoque de fibra de carbono ganha contornos fluidos, unindo duas propostas opostas em uma mesma arquitetura central. Para isso, há rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 na traseira, aposentando o conjunto menor e mais funcional voltado para as pistas. Continua após a publicidade–Divulgação/BugattiA clássica linha lateral em formato de “C” foi redesenhada, ganhando um recuo proposital próximo à caixa de roda dianteira antes de encontrar a tradicional grade frontal em ferradura. A seção traseira também se afasta do visual bruto de protótipos de competição para adotar curvas integradas e limpas, que remetem sutilmente ao Chiron Profilée Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Desempenho preservado como pano de fundoEmbora todo o apelo de venda recaia sobre as formas e a estética, a mecânica permanece intacta. O Bugatti Destrier acomoda o motor W16 8.0 com quatro turbocompressores, capaz de entregar 1.600 cv. A grande diferença para o projeto original é que, desprovido de todo o aparato de downforce do Bolide, os números técnicos deixam de ser a prioridade de engenharia.–Divulgação/Bugatti Continua após a publicidadeO trabalho de pintura reforça a transição do ambiente de competição para os gramados da Monterrey Car Week. A carroceria ostenta a cor Sapphire Celeste, que contrasta com apêndices aerodinâmicos feitos em fibra de carbono tingida. No cofre do motor, partes de metal recebem um acabamento martelado em alusão às armaduras dos cavalos de batalha medievais, que batizam a novidade.–Divulgação/Bugatti Continua após a publicidadeDo lado de dentro, o cenário espartano de corrida desaparece para dar lugar a um habitáculo que remete a um ateliê de alfaiataria. Há uma forte combinação de couro e nobuck em tom marrom, complementada por um tecido tridimensional que emprega fios de cobre em sua construção. O toque metálico martelado do exterior se repete nas maçanetas, saídas de ar e no cubo do volante, finalizando um ambiente pensado e moldado ao gosto de um único cliente.–Divulgação/Bugatti Continua após a publicidadeProjetos únicos como o Bugatti Destrier escancaram o modelo de negócios altamente lucrativo das marcas de hipercarros atuais. Ao reutilizar todo o desenvolvimento estrutural e propulsor de uma plataforma pronta, a fabricante consegue faturar dezenas de milhões criando carrocerias inéditas para bilionários específicos. Um carro como este, criação única, custa entre 20 milhões e 25 milhões de euros.–Divulgação/Bugatti Publicidade