Implante "origami" pode monitorar sinais do corpo em tempo real

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Um implante minúsculo, inspirado em técnicas de origami, pode ajudar a monitorar o que acontece dentro do corpo sem a necessidade de exames repetidos. O dispositivo, desenvolvido por pesquisadores do Imperial College London e da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, foi descrito em estudo publicado em 22 de julho na revista Advanced Materials.A proposta é contornar uma limitação dos sensores vestíveis. A pele funciona como uma barreira que dificulta a leitura de sinais químicos internos, o que reduz o alcance de dispositivos usados externamente. Implantes já existentes resolvem esse problema, mas costumam ser maiores, dependem de bateria ou exigem procedimentos mais invasivos.O novo dispositivo, chamado de MiFi (implante bioeletrônico dobrável minimamente invasivo), foi projetado para ser inserido em tamanho reduzido e, depois, se expandir dentro do corpo. Feito de material flexível, ele tem estrutura semelhante a um acordeão.Ao ser implantado, se abre automaticamente e passa a ocupar uma área maior, o que permite integrar mais componentes. Quando está totalmente aberto, mede cerca de 2,1 centímetros de lado e tem espessura de 0,3 milímetro. Mesmo assim, pode ser inserido de forma minimamente invasiva. Leia também SaúdeImplante cerebral permite que homem com ELA se comunique com a família Vida & EstiloImplante ou transplante capilar? Entenda as principais diferenças SaúdeCientistas testam implante de células-tronco para tratar Parkinson CelebridadesInfluencer famosa revela câncer raro associado a implante de silicone Em vez de bateria, o sistema usa tecnologia de comunicação por proximidade, a mesma de pagamentos por aproximação, para receber energia e enviar dados a um leitor externo. Em testes com tecido, o sinal foi transmitido a mais de 20 milímetros de distância.Sensores para diferentes sinais do organismoOs pesquisadores criaram versões do implante capazes de medir frequência cardíaca, respiração, temperatura e acidez dos tecidos. Um dos sensores também detecta níveis de lítio no fluido ao redor das células, o que pode ser útil no acompanhamento de pacientes que usam o medicamento.A ideia é permitir o acompanhamento contínuo de parâmetros internos sem depender de coletas frequentes de sangue. Os dados seriam enviados sem fio para dispositivos próximos, facilitando o monitoramento clínico.Testes ainda são iniciaisOs experimentos foram feitos em tecido e em ratos, o que indica que o sistema consegue funcionar em ambiente biológico. Ainda assim, são necessários novos estudos antes de qualquer aplicação em humanos.Segundo os autores, o formato dobrável pode facilitar a inserção e ampliar as possibilidades de uso do implante. A tecnologia pode, no futuro, ajudar no acompanhamento mais próximo de diferentes condições de saúde.