Três suspeitos foram presos durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio de falsas campanhas de doação em nome do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A ação foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira (13).Segundo a DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), dois suspeitos foram presos em Imperatriz, no Maranhão, e um em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.As investigações identificaram vítimas no Distrito Federal e em outros estados, indicando que o grupo atuava em diferentes regiões do país. Leia Mais Grupo que vendia dados sigilosos de brasileiros é preso em operação Operação Fim de Jogo: 2 suspeitos são presos e R$ 40 mil são apreendidos PF faz operação sobre desvio de emendas para ONGs no Rio Segundo a Polícia Civil, os investigados criavam falsas campanhas humanitárias e utilizavam chaves Pix para arrecadar dinheiro. O grupo usava indevidamente o nome do Unicef para conferir aparência de legitimidade às iniciativas.As vítimas acreditavam que estavam contribuindo para ações voltadas à proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. De acordo com a investigação, no entanto, os valores eram destinados aos próprios criminosos.Os três presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a extensão do esquema.Para a polícia, além do prejuízo financeiro, o esquema prejudica a credibilidade de campanhas beneficentes legítimas e pode dificultar futuras doações destinadas a instituições que realmente prestam assistência.O delegado responsável pela operação afirmou que a prática explora a boa-fé e a solidariedade da população. O nome Operação Orfeu faz referência ao personagem da mitologia grega conhecido pelo poder de persuasão.A Polícia Civil orienta a população a verificar a autenticidade de campanhas beneficentes antes de realizar qualquer doação.A recomendação é consultar os canais oficiais das instituições e desconfiar de pedidos divulgados por links, perfis ou páginas não oficiais. A corporação reforça que é importante confirmar a identidade do beneficiário antes de realizar transferências por Pix.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo