A colheita de café arábica avançou para 74% na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado, a Expocacer, até a última sexta-feira (7). O ritmo dos trabalhos ganhou força após uma semana de tempo seco e firme na região do Cerrado Mineiro.Do total colhido, 56% já foram beneficiados. O rendimento médio observado é de aproximadamente 500 litros de café em coco para cada saca de 60 quilos beneficiada.Apesar do avanço, a colheita apresenta leve atraso em relação à temporada anterior. Na mesma época de 2025, os trabalhos haviam alcançado 80%. A safra passada, porém, teve volume inferior ao esperado para a temporada atual. Leia Mais Colheita de café canéfora sustenta ritmo dos trabalhos nos cafezais Granizo no Sul de Minas liga alerta para a colheita de café Safra de café do Brasil 2026/27 chega a 52%, aponta Safras & Mercado Segundo o boletim técnico da Expocacer, as condições climáticas da última semana favoreceram de maneira significativa as operações nas propriedades dos cooperados. O tempo seco permitiu maior ritmo na colheita e também contribuiu para as atividades de pós-colheita.Os técnicos da cooperativa relatam que a maior parte dos lotes colhidos está no estágio seco. A condição reduz o período de permanência do café nos terreiros e aumenta a eficiência das operações de secagem e pós-colheita.Por outro lado, houve novo aumento no percentual de catação ao longo da última semana, que permanece acima de 15%. De acordo com os técnicos da Expocacer, o cenário exige atenção durante o beneficiamento, já que pode afetar tanto o rendimento quanto a qualidade final dos lotes.ClimaA previsão meteorológica indica continuidade do tempo seco no Cerrado Mineiro até 12 de agosto, sem previsão de chuvas na região. As temperaturas máximas devem ficar entre 28°C e 31°C, enquanto as mínimas devem variar de 13°C a 17°C, mantendo uma elevada amplitude térmica.Para os técnicos da Expocacer, a manutenção das condições secas tende a favorecer o avanço da colheita e a secagem dos cafés nos terreiros. A ausência de precipitações também deve contribuir para a redução gradual da umidade do solo, principalmente se o padrão climático persistir.A recomendação é que os produtores acompanhem as atualizações meteorológicas de acordo com as condições específicas de cada município e propriedade, devido à possibilidade de variações locais.A cooperativa também orienta os produtores a redobrarem a atenção na finalização da colheita nas plantas e no recolhimento do café de chão antes da chegada de novas chuvas. A ocorrência de precipitações pode dificultar as operações e comprometer a qualidade dos frutos.Após a conclusão da colheita, os técnicos reforçam ainda a importância de não atrasar as demais operações de manejo das lavouras. A realização dos tratos necessários no período adequado é considerada fundamental para a proteção das plantas e a preparação das áreas para a próxima safra.Café ficou quase 16% mais barato em um ano e deu fôlego a consumidor