A Justiça Militar da União condenou, na última sexta-feira (7/8), uma médica a um ano de reclusão pelo crime de uso de documento falso. De acordo com decisão do juiz Vitor de Luca, a profissional utilizou um laudo ginecológico adulterado para ingressar como oficial médica temporária na Força Aérea Brasileira (FAB). Leia também Fábia OliveiraMédica faz alerta após moda da soroterapia feita por Virginia Fonseca BrasilAnvisa libera entrega de medicamentos por apps; veja como funcionará São PauloHipocondríacos: trio é detido após roubar R$ 40 mil em medicamentos EsportesDoku foi internado e utilizou medicamento proibido na Copa do Mundo A informação consta em decisão a que o Metrópoles teve acesso. Segundo os autos do processo, Teresa Salamone participou de um processo seletivo para o Hospital da Força Aérea de São Paulo (HFASP). Em agosto de 2024, durante as etapas de saúde, ficou pendente a entrega do exame ginecológico preventivo, o Papanicolau.Teresa realizou o exame que indicou o diagnóstico de “Classe III”, uma condição considerada incapacitante para o serviço militar de acordo com as diretrizes da Força Aérea. No entanto, a médica apresentou um documento falso que atestou o resultado “Classe II”, que indica normalidade.Com o resultado, Teresa estava apta para assumir a vaga. Porém, posteriormente a perícia do Instituto de Criminalística constatou que o laudo adulterado copiou de forma idêntica as informações e a diagramação de um exame antigo de Teresa, realizado em 2020, alterando a data do cabeçalho para 30/08/2024.A fraude foi descoberta após uma denúncia anônima enviada à ouvidoria da Aeronáutica, em fevereiro de 2025. O hospital militar oficiou o laboratório, que confirmou a divergência de informações e a alteração de datas nos documentos entregues à junta médica.Em depoimento, Teresa negou ter adulterado o exame. A médica foi condenada à pena de 1 ano de reclusão em regime inicial aberto.