Debate em SP: Educação, segurança e alianças são destaques do 1º bloco

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Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), se enfrentaram pela primeira vez em debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (9).O primeiro bloco do programa foi marcado por criticas à gestão do atual governador e pela defesa de ações realizadas durante o mandato.Os candidatos trocaram acusações principalmente nas áreas de educação, segurança pública, o combate à Cracolândia e também sobre alianças partidárias. Leia Mais Candidatos focam em segurança e combate a tráfico em debates estaduais Patrimônio de Alexandre Kalil cresceu 62% em meio a dívida trabalhista Paes desiste de ir a primeiro debate com candidatos ao governo do RJ EducaçãoNa abertura do bloco, Tarcísio defendeu a ampliação das escolas em tempo integral e afirmou que o governo ainda precisa avançar na recuperação da aprendizagem e na formação continuada de professores.“Não estamos satisfeitos, vamos trabalhar a recuperação da aprendizagem e avançar também na formação continuada de professores”, afirmou.Haddad criticou a gestão do governador na área e afirmou que a situação da educação no estado é grave. Segundo o candidato, São Paulo está abaixo da média nacional na alfabetização infantil.“É grave o que está acontecendo com a educação de São Paulo. (…) “A alfabetização em criança, São Paulo está abaixo da média nacional”, disse.O petista também criticou a falta de expansão das escolas em tempo integral durante a atual gestão:“Ele fala da escola de tempo integral, mas ela não avançou no mandato do Tarcísio quase nada, muito pouco”, afirmou.Tarcísio, por sua vez, exaltou medidas adotadas durante sua gestão e citou o ensino técnico como uma das prioridades do governo.“Ensino técnico hoje é muito relevante em São Paulo”, afirmou.CracolândiaAo falar sobre a Cracolândia, o governador citou a inauguração da Praça do Triunfo como parte das ações realizadas na região.Haddad, quando questionado sobre o desempenho do programa Braços Abertos, implementado durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo, afirmou que este não tinha como objetivo enfrentar o tráfico de drogas, o que caracterizou como uma atribuição das forças de segurança.O candidato do PT também atribuiu parte dos resultados obtidos no combate à Cracolândia à atuação do Ministério Público.“O Ministério Público foi essencial”, afirmou. “Sem o Ministério Público, que é desrespeitado pela falta de menção, nada disso teria acontecido.”Em seguida, Tarcísio admitiu e defendeu que a solução para o problema depende da articulação entre diferentes instituições.“A solução da Cracolândia passa pela união de todos, é um problema de todos”, declarou.Parcerias e investimentosHaddad também acusou Tarcísio de não reconhecer a participação do governo federal em ações realizadas no estado. Ao citar a situação da Favela do Moinho, questionou o governador sobre recursos destinados pela União.“Você agradeceu o governo federal? Você agradeceu os 180 mil que a Fazenda liberou?”, questionou.Segundo Haddad, Tarcísio costuma destacar a atuação de parceiros estaduais e municipais, mas não dar o mesmo destaque ao governo federal.“Você sempre procura não colocar as parcerias que nós, por obrigação, fazemos”, afirmou.Tarcísio respondeu que sua gestão ampliou o apoio financeiro aos municípios e afirmou que o governo estadual realizou o maior aporte para as cidades em 2026.Haddad, por sua vez, citou a renegociação da dívida do estado e afirmou: “Quem renegociou a dívida de SP fui eu na época da presidente Dilma.”Bolsonaro e continuidade do governoA relação de Tarcísio com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também entrou no debate. Haddad mencionou Bolsonaro ao questionar a atuação política do governador.Tarcísio reagiu dizendo que Haddad estaria excessivamente focado no ex-presidente.“Você está muito focado em Bolsonaro, Bolsonaro. Esquece o Bolsonaro, você não está concorrendo contra ele mais”, afirmou.O governador, defendeu sua relação com Bolsonaro e disse ter gratidão pelo ex-presidente.“É uma pessoa que estendeu a mão, uma pessoa que pegou um técnico e transformou esse técnico em ministro”, declarou.“Eu não tenho vergonha não, vou ter sempre gratidão ao Bolsonaro”, completou.