A decisão do Republicanos de voltar atrás e permitir a candidatura de Cleitinho Azevedo a disputa pelo governo de Minas Gerais devolve à corrida o candidato que liderava as pesquisas de intenção de voto e redesenhou um dos principais palanques estaduais da eleição presidencial.A mudança também produz reflexos na eleição presidencial. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e é vista pelo PL como um dos estados estratégicos para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Com o retorno de Cleitinho, a expectativa é que o nome tenha potencial para transferir votos ao senador no estado.O retorno do senador ocorre poucos dias depois de um embate público com a direção nacional do Republicanos. Após anunciar que não concorreria por motivos pessoais, em razão da morte do irmão, Cleitinho voltou atrás e, na terça-feira (4), fez um apelo durante a convenção nacional da legenda para disputar o governo mineiro.Leia tambémPresidente do Republicanos diz a Flávio que maioria do partido quer neutralidadeCampanha do presidenciável, no entanto, ainda tenta novas conversas com dirigente partidário“Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga”, declarou na ocasião.O pedido havia sido inicialmente rejeitado pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. A decisão final foi tomada nesta sexta-feira (7) após uma conversa entre Cleitinho, Pereira, e o presidente da sigla em Minas, o deputado federal Euclydes Pettersen.Também foi definido que o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos) será ao candidato a vice, confirmando a ‘chapa puro sangue’ no estado. Fim da pulverização de votosA breve ausência de Cleitinho da disputa havia dado esperança para que os pré-candidatos Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD) disputassem os votos conquistados pelo republicano e ganhassem tração nas pesquisas eleitorais.Apesar da indefinição que a ausência de Cleitinho trazia ao cenário, a previsão era de que os votos do eleitorado fossem distribuídos de maneira a homogênea entre os outros postulantes. O senador reúne um eleitorado de perfil bastante personalista, construído mais em torno de sua imagem do que da estrutura partidária, o que reduzia a possibilidade de uma transferência automática para outro candidato.Quem segue na disputaAté o momento, nove candidaturas foram oficializadas para o governo mineiro:Cleitinho Azevedo (Republicanos) — ex-deputado estadual e atual senador, assumiu o mandato em 2022; Mateus Simões (PSD) — atual governador, assumiu o cargo após a renúncia de Romeu Zema;Alexandre Kalil (PDT) — ex-prefeito de Belo Horizonte e segundo colocado na eleição de 2022;Patrus Ananias (PT) — deputado federal e ex-ministro dos governos Lula;Gabriel Azevedo (MDB) — ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte;Ben Mendes (Missão) — influenciador digital e advogado;Indira Xavier (UP) — militante dos movimentos sociais;Rafael Duda (PSTU) — sindicalista do setor da mineração;Túlio Lopes (PCB) — professor da UEMG.The post Com Cleitinho de volta ao páreo, veja como fica a disputa pelo governo de Minas appeared first on InfoMoney.