A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) informou nesta sexta-feira (7) que pediu o adiamento do depoimento à Polícia Federal (PF) por ainda não ter conseguido acessar o conteúdo da investigação sobre o caso Master. Segundo os advogados, o pedido foi apresentado com antecedência e o senador pretende prestar esclarecimentos, mas apenas após conhecer os elementos que constam nos autos.Em nota, a defesa afirmou que o adiamento foi solicitado porque “ainda não foi viabilizado à defesa, por problemas técnicos, o acesso ao conteúdo da investigação”. Os advogados informaram que essas dificuldades foram documentadas e que o acesso aos autos foi requerido no mesmo ato em que a data do depoimento foi definida, há quase um mês.De acordo com o comunicado, Jaques Wagner pretende depor, mas seguirá a orientação da defesa para aguardar o acesso ao conteúdo da investigação antes de prestar esclarecimentos.O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor.Nota da defesa de Jaques WagnerOs advogados também disseram que não irão se manifestar sobre o mérito da investigação enquanto não tiverem acesso às informações para análise.Na quinta-feira (6), a Jovem Pan adiantou que Jaques Wagner não iria comparecer ao depoimento marcado para o dia 7 de agosto na Polícia Federal. A oitiva faz parte do inquérito que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Com a decisão, o senador deve se manifestar apenas nos autos da investigação.Intimação da PFA investigação teve início após a PF intimar o parlamentar, no último dia 21, para prestar depoimento. Jaques passou a ser investigado depois de ser alvo de uma operação da corporação realizada em 18 de junho.Segundo a PF, há suspeitas de que o senador tenha sido beneficiado de forma indevida em negociações relacionadas ao Master. Entre os fatos apurados está a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador, pelo ex-sócio da instituição financeira Augusto Lima.Após a operação, Jaques Wagner afirmou que mantém uma relação próxima com Augusto Lima e declarou que o empresário “se considera” amigo dele.O inquérito também investiga um contrato firmado em março entre uma empresa pertencente à esposa do enteado do senador e o Master.