O alerta é da Pluxee Portugal, que recorda que o verão não deve significar uma pausa na gestão fiscal das organizações. Pelo contrário, o incumprimento de prazos pode traduzir-se em coimas, juros e constrangimentos administrativos, tornando essencial um planeamento atempado, sobretudo numa altura em que muitas equipas funcionam com recursos reduzidos devido às férias.Agosto dá alguma flexibilidade, mas não elimina responsabilidadesA Lei Geral Tributária estabelece que as obrigações cujo prazo termina durante o mês de agosto podem, em determinadas situações, ser cumpridas até ao último dia do mês sem penalizações. Além disso, alguns prazos processuais são automaticamente transferidos para o primeiro dia útil de setembro. No entanto, esta flexibilização não significa que as empresas possam ignorar as suas responsabilidades fiscais.É precisamente para evitar esquecimentos que a Pluxee destaca as principais datas que continuam a exigir atenção por parte dos gestores e departamentos financeiros.Os principais prazos fiscais de agostoEntre as obrigações mais relevantes previstas para este mês encontram-se:Até 15 de agosto: entrega da declaração Intrastat, aplicável às empresas que realizam transações intracomunitárias de bens.Até 25 de agosto: entrega da Declaração de Remunerações à Segurança Social.Até 31 de agosto: concentra-se a maior parte das obrigações, incluindo a submissão do ficheiro SAF-T da faturação, a entrega das declarações de retenções na fonte de IRS e IRC, da Declaração Mensal de Remunerações à Autoridade Tributária, da Declaração Mensal do Imposto do Selo, da Declaração Recapitulativa de IVA, bem como o pagamento das contribuições à Segurança Social e outras comunicações fiscais aplicáveis.Planeamento evita custos desnecessáriosNum contexto em que muitas empresas operam com equipas reduzidas durante o verão, o cumprimento do calendário fiscal exige uma preparação antecipada. A ausência temporária de colaboradores responsáveis pelas áreas financeira e contabilística pode aumentar o risco de falhas administrativas caso não exista um planeamento adequado.Segundo a Pluxee, recorrer a ferramentas de organização e manter um acompanhamento regular do calendário fiscal permite distribuir melhor a carga administrativa, reduzir o risco de incumprimento e evitar custos adicionais associados a coimas ou juros de mora.A importância de acompanhar eventuais alteraçõesEmbora exista um calendário anual de referência, a empresa lembra que podem ocorrer alterações legislativas ou despachos que modifiquem alguns prazos ao longo do ano. Por esse motivo, recomenda que as empresas consultem regularmente os canais oficiais da Autoridade Tributária e o Portal das Finanças para confirmar a informação antes do vencimento de cada obrigação.O conteúdo Férias não suspendem obrigações fiscais: empresas têm vários prazos para cumprir durante agosto aparece primeiro em Revista Líder.