O Brasil formalizou um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e a China solicitou participar do processo como terceira parte. Para José Pimenta, colunista do CNN Money, ao WW, o gesto é, acima de tudo, político, diplomático e simbólico.Pimenta explicou que o objetivo central da iniciativa brasileira é demonstrar que as medidas adotadas pelos americanos não são direcionadas a um único país ou a um conjunto específico de nações, mas afetam o multilateralismo como um todo.“É um gesto extremamente político, diplomático, simbólico, no sentido de demonstrar que o que os Estados Unidos estão fazendo não é direcionado somente a um determinado país”, afirmou. Leia Mais EUA e 18 membros da OMC concordam em não impor tarifas sobre e-commerce Governo volta dos EUA sem sinal claro sobre retorno do tarifaço "É urgente apoiar setores afetados por tarifaço", afirma presidente da CNI Regras históricas em xequePimenta destacou que as tarifas americanas ferem princípios fundamentais da OMC, como o da nação mais favorecida e as regras de concessão tarifária. Segundo ele, há uma contradição clara: os EUA delimitam um teto tarifário na organização e aplicam outro internamente.O especialista lembrou ainda que os próprios Estados Unidos tiveram papel central na construção do sistema multilateral de comércio, desde as discussões no pós-Segunda Guerra Mundial, passando pelo Sistema GATT até a criação da OMC.Sobre a participação chinesa, Pimenta foi enfático ao esclarecer que a China não é coautora da ação brasileira.“Ela está pedindo para participar da sala de consultas“, explicou. Para ele, o movimento busca multilateralizar algo que vinha sendo tratado em nível bilateral, elevando o debate ao plano multilateral. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.