Ibovespa tem nova derrocada com Petrobras (PETR4) e acumula perda de 3% na semana; dólar cai a R$ 5,08

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Com fluxo reduzido e a temporada de balanços ‘a todo vapor’, o Ibovespa (IBOV) engatou mais uma queda na contramão dos índices de Wall Street. Nesta sexta-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,73%, aos 172.513,42 pontos. Na semana, o IBOV teve recuo de 3,08%. Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0836, com queda de 0,46%. Na semana, a divisa acumulou leve valorização de 0,26% ante o real. “O mercado vem sofrendo com a ‘surpresa’ do tom mais cautelo do Banco Central quanto aos cortes futuros dos juros. Além disso, o investidor estrangeiro, que hoje corresponde a mais de 60% do volume de negócios da bolsa brasileira, vem diminuindo o fluxo de compras em agosto”, afirmou Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.Segundo ele, há também sinais de uma rotação nos mercados internacionais, com os investidores globais ajustando posições em emergentes, como o Brasil, e voltando para as bolsas norte-americanas, principalmente, no segmento de tecnologia. Altas e quedas do IbovespaA virada das ações da Petrobras (PETR4;PETR3) para o tom negativo pressionou o Ibovespa, já que os papéis da estatal juntos são os que detêm maior participação na carteira do índice. PETR3 caiu 3,42% (R$ 45,69) e PETR4 registrou queda de 2,99% (R$ 40,87), após subirem mais de 2% no início do pregão. Por trás do movimento de realização, está a dúvida sobre a distribuição de dividendos extraordinários. Segundo o CFO, Fernando Melgarejo, é “muito pouco provável” o pagamento de proventos dessa natureza neste ano.Melgarejo explicou que a prioridade da Petrobras segue sendo antecipar investimentos que possam aumentar a produção e gerar retorno aos acionistas.Entre os números do 2T26, a petroleira reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no período, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava R$ 50,8 bilhões.Petrobras (PETR4) deve seguir com dividendos atrativos após 2T26 ‘sólido’, dizem analistas; veja o que fazer com as açõesAinda entre os pesos-pesados do IBOV, as ações da Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, também operaram sem fôlego, apesar da valorização do minério de ferro na bolsa de Dalian (DCE), na China. No mesmo horário, VALE3 caiu 0,56%, a R$ 74,97.O setor de bancos também fechou em queda: o Índice Financeiro (IFNC) recuou 2,42%. Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.A ponta negativa, porém, foi liderada por Lojas Renner (LREN3), após a companhia surpreender o mercado com corte nas projeções da companhia para este ano e resultados mais fracos no 2T26. LREN3 fechou com queda de 8,09% (R$ 12,39). Já a ponta positiva foi encabeçada por Fleury (FLRY3), que subiu 9,73% (R$ 18,95), também em reação ao balanço do 2T26. Na avaliação dos analistas, o resultado da companhia foi sólido, com números operacionais positivos, forte geração de caixa e alavancagem controlada.Exterior Os índices de Wall Street ganharam força e fecharam em alta com mudanças nas perspectivas para os juros nos Estados Unidos. O mercado adiou a aposta de retomada do ciclo de altas no Fed Funds de setembro para outubro após novos dados de emprego, que vieram mais fracos do que o esperado.Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: +0,28%, aos 54.036,93 pontos;S&P 500: +0,62%, aos 7.757,64 pontos;Nasdaq: +1,30%, aos 26.690,615 pontos.Na semana, Dow Jones e S&P 500 acumularam alta de cerca de 3% e Nasdaq teve valorização de 5%. Os três índices registraram seu melhor desempenho semanal desde abril.Na Europa, os mercados terminaram o pregão em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou avanço de 0,31%, aos 660,25 pontos, em novo recorde nominal histórico.Na Ásia, os índices fecharam o pregão sem direção única: o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,12%, aos 65.606,71 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve ganho de 0,54%, aos 25.668,03 pontos pontos.