Brasil tem até 20 projetos de minerais críticos com potencial para apoio do BID

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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mapeou entre 15 e 20 projetos de minerais críticos e terras raras no Brasil com potencial para receber financiamento, de um universo de cerca de 50 iniciativas avaliadas, e espera aprovar a primeira operação no país já no próximo ano, disse um executivo da instituição nesta segunda-feira (10).“São projetos que estão dispersos pelo Brasil; tem em Minas Gerais, no Norte do país, mas Minas tem muita coisa”, afirmou a jornalistas o diretor para o Cone Sul do BID Invest, Juan Parodi, durante evento do Cebri.“O potencial do Brasil é enorme. Hoje, com 30% de mapeamento geológico, o Brasil já é o segundo país do mundo atrás da China para terras raras.”O presidente do BID, Ilan Goldfajn, também esteve presente e afirmou que a instituição estima, para os próximos anos, um pipeline de US$ 6 bilhões para financiamento do setor em toda a América Latina, com a cifra podendo chegar a US$ 12 bilhões dependendo da demanda.“Não é que todos os projetos sejam aprovados, mas os números mostram o interesse do setor. Parte desses projetos é para extração de minerais, mas a gente também começa a ver potenciais de processamento que não se via antes”, disse. “Para que o movimento se torne grande, sistemático e de escala, há vários passos a serem dados no ambiente doméstico – no Brasil e em outros países da América Latina.”Goldfajn apontou que o desenvolvimento do setor demanda maior tomada de risco, por um lado, e que os projetos sejam sustentáveis, por outro. “O resto do mundo vai ter que fazer a parte deles: contratos de compra de prazo.”Segundo o presidente do BID, a produção que valoriza as salvaguardas ambientais deve ter um valor acima do cobrado em commodities. “Isso é mais difícil, mas pode ser um passo relevante.”BNDESOs projetos podem receber recursos também de outras instituições, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco de fomento brasileiro lançou recentemente um edital e alguns projetos já começaram a receber recursos da instituição.A falta de garantias firmes para os projetos é apontada como uma barreira para o desenvolvimento do mercado de exploração e refino de minerais críticos no Brasil. As discussões envolvem, segundo o diretor do BNDES José Gordon, a criação de um fundo garantidor ou até o uso do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para ajudar o mercado e os projetos a deslancharem.“É complexo, não se faz de uma hora para outra. Estamos no governo adotando medidas, crédito, garantia, instrumentos de participação… Cada mineral é uma cadeia e tem sua tecnologia, e estamos estudando mecanismos do BNDES para ‘project finance’ para esse setor”, disse Gordon, também presente no evento.Com Reuters e Estadão Conteúdo