Análise: Irã eleva exigências e desafia os EUA no Estreito de Ormuz

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A lista de exigências do Irã não deve ter surpreendido a Casa Branca.Os setores mais radicais do regime vêm repetindo diariamente a mesma mensagem: o acordo limitado que está sendo negociado com Omã sobre o Estreito de Ormuz não é o mesmo que reabrir a importante rota marítima da forma como Washington deseja.Para isso, dizem eles, “os Estados Unidos precisam corrigir seu comportamento”.Agora, Teerã detalhou o que isso significa, apresentando uma série de condições que parecem ir além do memorando de entendimento firmado em junho, mas posteriormente suspenso em meio aos ataques dos EUA contra o Irã, à retaliação iraniana em todo o Oriente Médio e a um novo aumento dos ataques contra embarcações. Leia Mais "Não vamos ceder", diz negociador do Irã após trocas de ataques com EUA Irã reage a exigências de Trump e acusa EUA de minar negociações Irã acusa EUA de violarem cláusula do acordo sobre o programa nuclear No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, uma figura de grande influência na Guarda Revolucionária, apresentou uma lista maximalista de exigências.O fato de o Irã estar fazendo tais exigências reforça a percepção de que Teerã acredita estar em uma posição de vantagem.A CNN informou sobre a redução dos estoques de munições dos EUA, algo veementemente negado pelo presidente Trump, e sobre indícios de que seu principal general estaria buscando uma “saída” para o conflito.Também é provável que o Irã tenha observado quantas vezes Trump ameaçou realizar grandes ataques sem posteriormente levar essas ameaças adiante.Zolghadr exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e retirem suas forças militares das proximidades do Irã.Segundo ele, os EUA também devem pagar indenizações pelos danos causados ao Irã pelas guerras deste ano e de junho do ano passado, conflito este conduzido principalmente por Israel. Além disso, Washington deve suspender as sanções e liberar, incondicionalmente, os ativos iranianos congelados no exterior.A declaração de Zolghadr implica que essas condições devem ser cumpridas antes ou simultaneamente a qualquer concessão em relação ao estreito, o que entraria em conflito com a fórmula estabelecida no memorando de entendimento.O documento previa que as sanções seriam totalmente retiradas assim que fosse alcançado um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano. Também previa uma liberação gradual dos ativos, na qual os dois lados “concordariam mutuamente sobre os procedimentos relacionados à liberação desses fundos”.Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?