Sem acordo, PL da misoginia fica para próximo esforço da Câmara

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A proposta que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo não deve ser votada nesta semana de esforço concentrado da Câmara dos Deputados. O principal entrave é a falta de acordo entre as lideranças para levar o texto ao plenário.A expectativa é que a discussão seja retomada no próximo esforço concentrado da Casa, previsto entre 31 de agosto e 3 de setembro. Leia Mais De R$ 100 mil a R$ 3 milhões por juiz: os penduricalhos na mira do STF CCJ do Senado aprova lei que cria estatuto para proteção de cães e gatos STF determina devolução de penduricalhos pagos a sete tribunais Parlamentares favoráveis à proposta têm pressionado o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o projeto seja incluído na pauta mesmo sem garantia de aprovação. A avaliação desse grupo é de que o texto deve ser submetido ao plenário independentemente do resultado da votação.A principal resistência vem de parlamentares das bancadas católica e evangélica, e também alcança parlamentares do Centrão, o que tem dificultado a construção de um acordo.A articulação deve continuar nas próximas semanas. O Ministério das Mulheres, comandado pela ministra Márcia Lopes, deve realizar reuniões com integrantes do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e com gestores estaduais do pacto para reforçar a orientação pela votação da proposta e buscar apoio entre os deputados.Também estão previstas conversas com integrantes das bancadas na tentativa de reduzir as resistências ao texto.A proposta já teve o regime de urgência aprovado pela Câmara, o que permite sua análise diretamente pelo plenário. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) é a relatora do projeto.Amorim: "Bizarramente" EUA não seguiram ritos de indicação de embaixador | BASTIDORES CNN