Omã descreve negociações com Irã sobre Ormuz como positivas e construtivas

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As negociações em curso com o Irã sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz são “positivas e construtivas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Omã neste sábado (8).No entanto, o ministério alertou que a persistência do Irã em atacar embarcações que transitam pela via coloca em risco qualquer progresso nas conversas.Os ataques, segundo o ministério, constituem uma “violação do direito internacional e da soberania das águas territoriais, além de representarem uma ameaça à segurança da navegação marítima e à estabilidade e segurança regionais”. Leia Mais Legisladores do Irã esperam aprovação final para acordo sobre Ormuz com Omã Rotas entre Irã e Omã ficarão abertas temporariamente em acordo sobre Ormuz Entenda as negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz “Nesse contexto, o Sultanato de Omã afirma que as negociações em curso sobre os arranjos para a navegação pelo Estreito de Ormuz estão avançando em um clima positivo e construtivo”, acrescentou o comunicado. “O país ressalta a importância de evitar quaisquer ações que possam afetar essas negociações ou o progresso alcançado, o qual leva em consideração os interesses de todas as partes.”A declaração ocorre após um navio-tanque da ADNOC (Abu Dhabi National Oil Company) ter sido alvo de um míssil enquanto transitava pela importante via marítima neste sábado (8), segundo informou a empresa em comunicado. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e o Conselho de Cooperação do Golfo — a aliança política e econômica da região — culparam explicitamente o Irã pelo ataque.Na quinta-feira (6), Teerã informou que estava finalizando um acordo com Omã para a movimentação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. No entanto, um acordo entre as duas nações não significa que a via marítima será reaberta, uma vez que Teerã declarou exigir uma série de garantias dos Estados Unidos para permitir o livre trânsito de embarcações pelo estreito.Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?