Os festivais de música do Reino Unido estão dando sinais de recuperação após alguns anos difíceis, com grandes eventos como o Boomtown esgotando os ingressos em velocidade recorde este ano, à medida que planos de parcelamento ajudam os fãs a arcar com os custos e os organizadores se adaptam à demanda por experiências de alto padrão.É uma boa notícia para o setor de música do Reino Unido, que foi duramente atingido pela combinação da pandemia da Covid-19 e pelo aumento do custo de vida.O Download, evento para cerca de 80 mil pessoas com o Linkin Park como atração principal, e o We Out Here, voltado para o jazz, esgotaram em tempo recorde. O Isle of Wight e o End of the Road também esgotaram, enquanto o Shambala e o Womad registraram vendas mais rápidas do que o habitual.LEIA MAIS: Como uma teoria obscura de 130 anos explica apetite por dívida de US$ 40 tri dos EUAAlguns festivais afirmam que a ausência do Glastonbury, que está em um intervalo planejado este ano, ajudou, embora outros digam que o evento de grande visibilidade ajuda a impulsionar as vendas quando está em cartaz.“Passamos por momentos difíceis durante a pandemia e com o Brexit, mas estamos saindo dessa”, disse o presidente-executivo da Associação de Festivais Independentes (AIF), John Rostron, acrescentando que o clima mais favorável nos últimos anos ajudou.“As pessoas estão falando mais sobre protetor solar, água e sombra do que sobre botas de borracha e chuva”, acrescentou ele.No entanto, continua sendo um momento muito desafiador para o setor, especialmente para os festivais menores.A AIF informou que 36 eventos foram cancelados até agora em 2026, embora esse possa ser o menor número desde a Covid-19, em comparação com 43 cancelamentos em 2025 e 78 em 2024.Havia entre 800 e 900 festivais no auge, em 2018 e 2019, segundo estimativas da AIF, mas esse número caiu para 592 em 2025, à medida que os custos aumentaram e a concorrência se intensificou.Os organizadores que sobreviveram dizem que eventos de bem-estar e outros extras estão ajudando as pessoas a optar por um festival em vez de férias no exterior, embora os organizadores afirmem que o aumento dos preços traz expectativas mais altas.“Os clientes estão sendo mais seletivos com seus gastos e sua renda disponível”, disse Toby Gwazdacz, diretor-geral da Boomtown, que oferece complementos como experiências de bem-estar.O cofundador do Shambala, Chris Johnson, disse que o festival está investindo mais em atrações e experiências não musicais, como poesia e palestras, além de oferecer, pela primeira vez, uma área de acampamento de luxo.“Banheiros mais confortáveis, um salão de beleza, recepção 24 horas, recarga gratuita e acesso a Wi-Fi”, disse ele.O uso de planos de pagamento aumentou drasticamente, segundo a Kaboodle, com cerca de 45% dos ingressos para festivais de acampamento no Reino Unido comprados por meio de um plano na plataforma de vendas da empresa. A venda de ingressos por faixas de preço também é utilizada atualmente por quase todos os festivais de música britânicos.Jamie Tagg, cofundador e diretor do Mighty Hoopla, evento londrino voltado para a comunidade LGBTQ+, estimou que 70% das pessoas utilizam um plano de pagamento, e os ingressos em grupo — que saem mais baratos por pessoa — também foram populares. “Isso definitivamente ajudou nosso público”, disse Tagg.The post Festivais britânicos estão renascendo, com benefícios e planos de pagamento; entenda appeared first on InfoMoney.