Óculos Ray-Ban Meta pode registrar mais do que fotos e vídeos

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Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta capturam fotos, vídeos e áudios, mas o tratamento desses dados muda conforme o recurso utilizado. Segundo o Engadget, algumas funções mantêm os arquivos no aparelho, enquanto recursos de inteligência artificial podem enviar informações aos servidores da Meta.O cenário fica mais complexo com armazenamento em nuvem, comandos de voz e ferramentas de IA capazes de analisar o que está diante das lentes. Cada recurso envolve diferentes níveis de coleta e processamento.Quando você pede que a IA veja algo, os óculos fazem uma captura para que o assistente possa analisar a cena nos servidores. Imagem: JLStock / ShutterstockFotos e vídeos ficam automaticamente com a Meta?Segundo a empresa, fotos e vídeos feitos pelos óculos permanecem no dispositivo, a menos que o usuário escolha compartilhá-los com a Meta ou com outras pessoas.A situação muda quando o armazenamento de mídia na nuvem está ativado. Nesse caso, as capturas são enviadas aos servidores da Meta e ficam armazenadas por 30 dias. A opção é voluntária, mas necessária para recursos como compartilhamento por comandos de voz e autocapture.A Meta também afirma que não usa o conteúdo dessas fotos e vídeos para publicidade ou treinamento de seus sistemas de IA, independentemente das configurações de armazenamento em nuvem.É ao usar a IA que a coleta aumentaOs recursos de inteligência artificial envolvem uma coleta mais ampla. Quando o usuário pede que o Meta AI analise algo que está vendo, os óculos fazem uma captura para que o assistente possa processá-la.Leia mais:Apple adia lançamento dos óculos inteligentes para “reforçar privacidade e segurança do produto”OpenAI: vem aí o “ChatGPT físico” – e agora temos mais detalhesMeta turbina óculos inteligentes com IA renovada e conexão ao ThreadsEssas imagens não são salvas na galeria, mas ficam armazenadas pela Meta. A empresa também utiliza prestadores de serviços para revisar e classificar algumas dessas capturas com o objetivo de aprimorar seus sistemas.“Quando as pessoas compartilham conteúdo com o Meta AI, às vezes usamos prestadores de serviços para revisar esses dados”, explicou um porta-voz da Meta ao Engadget.Isso é especialmente relevante em situações com informações pessoais. A matéria destaca que usuários que recorrem aos óculos para acessibilidade devem conhecer esse funcionamento e considerar evitar a IA diante de documentos com dados pessoais.Até os chamados falsos acionamentos podem gerar registros de áudio, segundo a Meta, que afirma apagá-los em até 90 dias. Imagem: Divulgação / Meta – (Imagem: Divulgação / Meta)Comandos de voz também deixam registrosAs interações por voz seguem lógica semelhante. Ao conversar com o assistente, os óculos registram o áudio e criam uma transcrição, que é armazenada pela Meta.A empresa afirma usar aprendizado de máquina e revisores treinados nesse processamento. Também existem os chamados “falsos acionamentos”, quando os óculos identificam por engano uma palavra de ativação. Nesses casos, a Meta afirma remover gravações e transcrições de seus sistemas em até 90 dias após a detecção.O usuário pode consultar e apagar os registros no aplicativo Meta AI:Configurações;Óculos;Privacidade dos óculos;Registro de atividade de voz.Outro ponto é a possibilidade de gravações secretas. Normalmente, um LED indica quando a câmera está sendo usada. A Meta criou mecanismos para impedir o funcionamento quando a luz é bloqueada, mas modificações e acessórios podem tentar contornar essa proteção.A empresa lançou uma atualização que desativa a câmera quando detecta adulteração física do LED. Ainda assim, existem desafios para impedir completamente esse tipo de uso indevido.Para quem utiliza os Ray-Ban Meta, entender as configurações de privacidade e saber quais recursos estão ativos é essencial para ter mais controle sobre os dados capturados.O post Óculos Ray-Ban Meta pode registrar mais do que fotos e vídeos apareceu primeiro em Olhar Digital.