Missão propõe fim das cotas e militarização de escolas em áreas violentas

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O partido Missão apresentou neste sábado (8), o plano de governo de Renan Santos, candidato à Presidência da República pela legenda. No documento, que contém 51 páginas, a educação está entre os assuntos de destaque.De acordo com a legenda, este tema retrata “uma nação amorfa, sem contornos definidos, de inteligência insulada e incapaz de competir, nas áreas da produção tecnológica e da ciência, de igual para igual com outras nações do seu porte e com a sua vocação imperial“.O texto alega que a “ausência de ordem, somada à falência na transmissão de conteúdos básicos atesta o desarranjo profundo da educação brasileira”.Para a campanha de Renan Santos, existem dois problemas centrais no que diz respeito ao sistema de ensino do Brasil: “a baixa qualidade do aprendizado e a falta de ordem no ambiente escolar”. Leia Mais Lula declara patrimônio de R$ 4,7 mi ao TSE; valor é 35% menor que em 2022 Em plano de governo, Lula defende soberania e debate sobre emendas Segurança: planos de candidatos vão de penas maiores à prisão na Amazônia Para reverter esse cenário, defendem uma série de mudanças no sistema educacional atual. Dentre elas, a militarização de escolas localizadas em áreas violentas do país.“Nas escolas localizadas em regiões com elevada criminalidade ou que atestem graves problemas indisciplinares, buscaremos ampliar a competência da União para ela proceder à adoção do modelo de escolas civis-militares“, diz um trecho.No texto, a campanha argumenta que a competência atual da União no que diz respeito à educação “é bastante limitada” e que a ideia com a imposição da militarização, é “alcançar um objetivo pedagógico além da redução de graves estatísticas sobre violência e do saneamento do ambiente escolar”.“Por meio da imposição da disciplina nas escolas, atuamos pela eliminação de um vício da cultura brasileira atual, o excesso de indisciplina, desordem, desrespeito à hierarquia”.Ainda segundo o partido, se faz necessária a abertura de um diálogo “amplo” com a comunidade pedagógica para que “esta admita o problema e busque contribuir com soluções efetivas“.No que diz respeito ao ensino superior, o Missão prevê o que chamaram de uma “ambiciosa reforma do ensino superior“, contendo a substituição das cotas por um “sistema de bolsas de mérito“, além de outras medidas como a criação de centros de pesquisas universitários voltados à exploração de terras raras; o desenvolvimento de tecnologias capazes de produzir uma cadeia produtiva completa, que vá da extradição do minério, até a produção de componentes “tecnológicos avançados” e a realocação de cursos atualmente investidos em cursos bacharelados para a área de STEM (método que junta quatro áreas: Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).Análise: Renan Santos mira eleitorado independente em 2026 | AGORA CNN