Teerã está exigindo indenização pela poluição das águas do Golfo Pérsico e de áreas adjacentes nas últimas décadas, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.“Todos os envolvidos que se beneficiam do transporte comercial pelo Estreito de Ormuz têm uma obrigação tanto legal quanto moral de reparar os danos ambientais causados ao Golfo Pérsico e ao Mar de Omã”, afirmou ele no X.Why must addressing the environmental condition of the Strait of Hormuz and its surrounding waters form an integral part of any future administration of the Strait?In recent days, videos have circulated showing oil pollution along the shores of Qeshm Island. This pollution… pic.twitter.com/UpSWlqePvd— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) August 12, 2026Na quarta-feira (12), uma espessa mancha de petróleo chegou a uma praia próxima à ilha de Qeshm, no Irã, nas proximidades do Estreito de Ormuz, de acordo com um vídeo cuja localização foi verificada pela CNN. Leia Mais Irã rejeita proposta de Omã para gestão conjunta do Estreito de Ormuz Omã e Irã negociarão gestão da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz Irã poderia deixar navios passarem pelo lado de Omã em Ormuz, diz fonte “Este incidente é apenas um exemplo visível da extensa poluição — tanto evidente quanto oculta — que degradou as águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, assim como o ecossistema marinho da região, nas últimas décadas, causando trilhões de dólares em danos às áreas costeiras do Irã”, afirmou Baqaei.“Quem é responsável por indenizar por esses danos? São as nações que consomem a energia barata exportada de nossa região, as seguradoras de transporte marítimo ou os agressores e seus parceiros que transformaram o Golfo Pérsico e o Mar de Omã em um palco para operações militares e testes de armamentos altamente destrutivos?”, acrescentou.Separadamente, a Autoridade Ambiental de Omã alertou que um derramamento de petróleo proveniente de um navio-tanque sancionado, que transportava petróleo bruto russo, já atingiu algumas praias de Ras Madrakah, no sudeste do país.Como mostrou a CNN, as autoridades iranianas pareceram mudar as regras do jogo em relação à sequência de qualquer acordo com os Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz.No sábado (8), uma figura de alto escalão do regime enumerou seis exigências para a reabertura total do estreito — condições que dificilmente serão aceitas por Washington.Mohammad Bagher Zolghadr, um veterano da Guarda Revolucionária, exigiu:Fim definitivo da guerra contra o Irã e seus aliados regionaisFim de ameaças ou insultos contra o IrãLevantamento do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianosRetirada das forças militares dos EUA das imediações do IrãIndenização por parte dos EUA pelos danos causados durante a guerra deste ano e o conflito de junho de 2025, travado principalmente por IsraelLevantamento das sanções contra a República Islâmica e a liberação incondicional de ativos iranianos congelados no exteriorNo domingo (9), Zolghadr deixou seu cargo no Conselho Supremo de Segurança Nacional para assumir a função de assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei.Autoridades iranianas continuam a insistir que um acordo provisório para gerir a navegação pelo estreito não tem qualquer relação com os EUA, sendo, na verdade, um arranjo bilateral com Omã.O que acontece com o fechamento dos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb?