Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul criticaram alianças com o PT no primeiro debate eleitoral neste domingo (9), na Band. Outros temas, como saúde, educação e segurança pública, também foram abordados por Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).O atual governador do estado, Gabriel Souza, criticou Juliana Brizola pelo apoio que recebe da legenda. A ex-deputada afirmou que “tem muita honra do apoio do PT”, assim como já se sentiu honrada por receber apoio do ex-governador Eduardo Leite (PSD), antecessor de Gabriel no governo do estado.“Vamos parar com essa briga de dizer entre nós contra eles. Vamos sentar todo mundo numa mesa, mesmo quem pensa diferente”, pontuou a candidata do PDT em um discurso sobre ponderação e contra a polarização partidária. Leia Mais Quaest: no RS, Juliana empata com Zucco no 1º turno e lidera 2º Guimarães diz que Flávio não tem "mérito" para ser presidente da República Campanhas de Flávio e Lula vão a campo por posição do centrão nas eleições EducaçãoOs quatro candidatos também debateram sobre educação. Zucco defendeu priorizar a educação. Segundo ele, só assim será possível construir um estado forte. “Educação é algo que a gente tem que priorizar desde o primeiro dia. Não existe um estado ou uma nação que não seja pujante pela educação. Aumentaram uns índices, mas não como gostaríamos.”Já Brizola afirmou a importância do ensino técnico junto ao ensino médio integral para os jovens. “Precisamos dar a opção para os nossos jovens do ensino médio de fazerem ensino técnico. Queremos a escola de tempo integral junto ao estudo técnico.”Souza afirmou que, neste ano, 50 mil jovens que estão no ensino médio já estão matriculados em cursos técnicos e que o objetivo é aumentar esse número. Uma das formas será por meio da aquisição de vagas no Sistema S, no Sesc, Senac, Sesi e Senai, “para que a gente possa utilizar, junto com as universidades comunitárias e outras, essa rede que já está instalada, mais barata, mais eficiente para os jovens terem profissão em ensino técnico.”Para Maranata, a educação precisa ser alinhada com o empreendedorismo e a educação financeira. “Nós precisamos formar os nossos empreendedores, jovens talentos do Rio Grande do Sul”, disse.Segurança públicaMaranata priorizou em seu discurso a segurança pública e disse ser necessário combater o crime organizado não apenas com “policiamento”, mas também com “inteligência”. “A gente precisa de PF, PM, PC e todo mundo trabalhando de forma organizada, para chegarmos aos call centers que estão controlando o crime organizado. O crime está na cidade e precisamos mapear isso com o governo estadual, federal e grandes empresários”, disse.Já Juliana Brizola defendeu o uso de câmeras corporais, o combate ao feminicídio e a proteção às mulheres. “Olha, essa questão das câmeras corporais, ela é muito boa para todo mundo. É boa para o policial correto, que vai ter uma abordagem correta, e é boa também para a população, dando transparência. Nós precisamos amplificar isso, aumentar, para que a gente tenha segurança”, afirmou.Zucco, por sua vez, afirmou que a segurança pública é um dos grandes problemas do estado. Para ele, as facções tomaram conta do interior do Rio Grande do Sul. “Nós vamos retomar os presídios. Vamos trabalhar a ressocialização, mas vamos cobrar resultados e vamos valorizar a Polícia Civil, a Guarda Policial e a Polícia Militar”, falou.Gabriel ressaltou que o antigo governo de Eduardo Leite instalou as câmeras corporais de segurança nos policiais. “Vamos progressivamente aumentar esse número de câmeras”, pontuou.SaúdeOs candidatos criticaram, em sua maioria, as filas de espera para exames e consultas no SUS (Sistema Único de Saúde) no Rio Grande do Sul. Segundo eles, pacientes aguardam até 6 anos para testes.Gabriel Souza disse que o seu governo, mesmo quando era vice-governador de Leite, conseguiu diminuir as filas. Ele aproveitou para questionar a relação de Juliana com o governo federal. “Por que, candidata, o presidente Lula não corrige a tabela SUS federal que é exatamente o que está inviabilizando o atendimento dos pacientes?”, disse.Brizola ainda defendeu a união entre o poder público e a iniciativa privada para diminuir as filas do sistema. “Por que será que alguns gostam de colocar o poder público e a iniciativa privada como antagônicos? Precisamos voltar a fazer essas esferas serem parceiras […] Precisamos unir o RS para fazer com que ele volte a crescer”, afirmou.Por outro lado, Zucco defendeu o investimento na saúde e disse que pretende fortalecer os postos de saúde, além de querer especialistas dentro dos postos de saúde. “Vamos fortalecer os postos de saúde, aumentando o número de enfermeiros, auxiliares da enfermagem. Tem um detalhe muito importante, vamos levar um especialista para dentro do posto de saúde. Hoje temos a ambulância terapia […] Vamos ter especialistas nos postos e vamos diminuir as filas de espera”, falou.Maranata seguiu um raciocínio similar com relação aos investimentos e defendeu o fortalecimento da Tabela SUS Gaúcho, uma iniciativa do Governo do Rio Grande do Sul que visa ampliar serviços da área. A proposta buscaria complementar financeiramente valores pagos aos hospitais participantes do projeto.Pesquisas eleitoraisNa última pesquisa Genial/Quaest, Juliana Brizola e Zucco empataram tecnicamente em cenários de primeiro e segundo turno nas eleições para governador do Rio Grande do Sul.No único cenário testado de primeiro turno, Juliana apareceu à frente, com 24% das intenções de voto, contra 22% de Zucco. Na sequência, Gabriel Souza (MDB) teve 6% e Marcelo Maranata (PSDB), 3%.Quaest: Lula lidera na região Nordeste no 2º turno; Flávio, no Sul | AGORA CNN