Sepultura “roubou a cena” no Bloodstock 2026, segundo revista Metal Hammer

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O Sepultura levou a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death” ao festival Bloodstock. A banda subiu ao palco do evento na última sexta-feira (7), no Catton Hall & Park, em Walton-on-Trent, na Inglaterra, e recebeu elogios da tradicional revista britânica Metal Hammer pela apresentação.Em resenha para o veículo, o colaborador Stephen Hill atribuiu a nota máxima à performance dos músicos. Ao seu ver, o grupo “roubou a cena” e pode ter representado “o melhor show do dia”, que contou ainda com nomes como Lamb of God, Municipal Waste e Biohazard. O jornalista iniciou o texto exaltando o vocalista Derrick Green, a quem descreveu como “um dos frontmen mais subestimados do metal”. Citando músicas como “Kairos” e “Means to an End” como exemplo, o profissional argumentou:“Independentemente da sua opinião sobre quem ou o que representa o Sepultura, o fato de a banda ter sido uma presença constante no universo da música pesada por quatro décadas é uma conquista impressionante. É claro que, assim como o público presente quer ouvir todos os clássicos da era de ouro do Sepultura, liderada por Max Cavalera, seria um erro ignorar o material mais recente. Há bons argumentos para considerar Derrick Green um dos frontmen mais subestimados do metal. ‘Kairos’ e ‘Means To An End’, ambas músicas da fase em que ele está na banda, soam gigantes até hoje, e Green as interpreta com sua habitual presença de palco e autoridade.”Stephen também enalteceu a decisão do Sepultura de incluir três músicas do novo EP, “The Cloud of Unknowing”, no repertório, mas concluiu ressaltando a força dos clássicos lançados pela banda no passado que, ao seu ver, são insuperáveis quando tocados em sequência:“No fim das contas, por melhor que tudo isso seja, é na reta final do show que a temperatura realmente sobe. Existe alguma banda da música pesada capaz de superar ‘Territory’, ‘Refuse/Resist’, ‘Arise’, ‘Ratamahatta’ e ‘Roots Bloody Roots’ como uma sequência de cinco músicas? O público do Bloodstock claramente acha que não e enlouquece completamente durante 20 minutos de puro metal em estado de perfeição.”Vale mencionar que a Metal Hammer frequentemente elogia o trabalho do Sepultura. Ao idealizar para a revista um artigo a respeito da importância do disco “Beneath the Remains” (1989), o colaborador Rich Hobson destacou:“Embora temas como inconformismo, guerra e alienação não fossem novidade no thrash, poucas bandas antes do Sepultura fizeram tudo isso soar de maneira tão pessoal […]. ‘Beneath the Remains’ também se mostrou um ponto de partida para uma das sequências de álbuns mais importantes da história do metal. O Sepultura alcançou patamares ainda maiores com ‘Arise’, de 1991, seu grande avanço comercial, antes de redefinir seu som em ‘Chaos A.D.’ e ‘Roots’, à medida que incorporava elementos de groove e do que viria a ser conhecido como nu metal. A banda também foi a primeira do metal a mostrar que não era necessário vir da Europa ou da América do Norte para conquistar espaço no cenário internacional.”O show final do SepulturaO Sepultura anunciou os detalhes de seu último show. A performance encerra a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, iniciada em março de 2024 e com mais de 130 apresentações realizadas até o momento.O evento derradeiro está marcado para o dia 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A produção é da Live Nation e os ingressos estão à venda no site da Ticketmaster Brasil.As atrações de abertura incluem os brasileiros do Krisiun, os americanos do Sacred Reich e também o Metal Allegiance. O supergrupo é capitaneado pelo baixista Mark Menghi e traz em sua formação Mike Portnoy (bateria, Dream Theater), Phil Demmel (guitarra, ex-Machine Head), Troy Sanders (baixo, Mastodon) e a dupla Chuck Billy e Alex Skolnick, vocalista e guitarrista do Testament, respectivamente.Entre os ex-integrantes confirmados estão o baterista Jean Dolabella, que esteve no Sepultura entre 2006 e 2011, e o guitarrista Jairo Guedz, guitarrista original, que fez parte do grupo entre 1985 e 1987. Mais atrações e convidados podem ser anunciados até a data do show.Sabe-se que os membros fundadores Max (voz e guitarra) e Iggor Cavalera (bateria) não devem participar. Em declaração à Rolling Stone Brasil, Andreas Kisser declarou:“Liguei para o Iggor alguns meses atrás. Tivemos uma conversa sensacional e muito cordial. Falamos de outros assuntos: família, futebol… foi muito legal. Então, fiz o convite. Ele disse: ‘cara, a gente não sente parte disso, a gente não se sente confortável’. Deu os motivos dele para não querer fazer parte disso. Ok. Por meio dos empresários, também enviamos oficialmente um contato lá [para Max] e também recebemos a negativa. Não sei se foi diretamente da Gloria [esposa e empresária de Max] ou do advogado, mas fomos pelos dois caminhos: um caminho direto, onde falaram ‘não’, e outro mais burocrático, onde também foi falado ‘não’. Se chegou na Gloria ou não, isso não tenho como dizer. Só posso te dizer o que tivemos de retorno. E está de boa. Acho que tínhamos que fazer o convite. Seria muito legal a participação deles.”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | X/Twitter | Facebook | YouTube | Bluesky | Threads | TikTok.O post Sepultura “roubou a cena” no Bloodstock 2026, segundo revista Metal Hammer apareceu primeiro em Igor Miranda.