Os agricultores argentinos ainda têm cerca de 30% da safra de trigo desta temporada para vender, informou a bolsa de grãos de Rosário nesta sexta-feira, já que expectativa de preços ainda mais altos incentivam os produtores a reterem os grãos.Até o momento, os agricultores venderam 70% da safra 2025/26, um ritmo inferior à média de 86% registrada nesta mesma fase da safra nos últimos cinco anos, informou a bolsa em um relatório.Mesmo assim, as vendas totais já atingiram 19 milhões de toneladas métricas, igualando o recorde estabelecido em 2022. Leia Mais Preço do trigo cai 9% depois de bater recorde em maio Plantio de trigo na Argentina é o mais rápido em cinco anos Umidade atrasa safra de soja e trigo na Argentina Isso deixa 7,2 milhões de toneladas ainda a serem vendidas nesta safra, excluindo os grãos retidos para semente.Quase 9 milhões de toneladas de grãos ainda não tiveram seus preços definidos.A bolsa afirmou que os preços mais altos do trigo estão incentivando os agricultores a esperar, em vez de apressarem as vendas.As negociações dos contratos de trigo para dezembro e janeiro aumentaram acentuadamente em julho, atingindo 1,68 milhão de toneladas, o maior nível mensal combinado para esses contratos em cinco anos.O relatório indicou que as tensões no Mar Negro continuaram a sustentar os preços mundiais do trigo, mas a Argentina tornou-se menos competitiva nos mercados de exportação porque seus próprios preços também subiram.A bolsa de Rosário também informou que os embarques do complexo soja para exportação aumentaram, liderados pelo farelo de soja, embora as vendas locais não tenham subido tanto, pois os exportadores já parecem ter estoque suficiente.No caso do milho, os preços locais perderam suporte após uma queda nos futuros de Chicago.Preço das terras rurais varia de R$ 50 mil a R$ 250 mil por hectare