Pela segunda vez em menos de duas semanas, um padre ligado à Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, foi punido pela Igreja. Após a suspensão de Silvio Andrei Rodrigues por anunciar uma candidatura a deputado federal, agora o padre Rodrigo de Oliveira da Silva foi excomungado por sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). O grupo que se autodenomina uma congregação de sacerdotes católicos, defende a preservação das práticas tradicionais do catolicismo, como a celebração da missa em latim. Também critica mudanças promovidas pela Igreja nas últimas décadas e rejeita o diálogo formal com outras religiões.A situação da FSSPX voltou a ser discutida pela Igreja em julho, depois que quatro sacerdotes ligados ao grupo foram ordenados bispos sem autorização do papa. O episódio ocorreu no dia 1º de julho e, segundo a Diocese, contrariou uma determinação do papa.No dia seguinte, o Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão do Vaticano, divulgou um documento sobre o caso e explicou as consequências previstas pela Igreja para a ordenação dos quatro bispos. As orientações foram depois encaminhadas aos bispos brasileiros pela Nunciatura Apostólica no Brasil.2 imagensFechar modal.1 de 2Reprodução / Redes sociais2 de 2Reprodução / Redes sociais Leia também São PauloOnça invade casa de condomínio e ataca pitbull na zona norte de SP São PauloFuncionário é demitido por vender canetas emagrecedoras em restaurante São PauloMaria da Penha: interior de SP puxa alta dos feminicídios no estado Distrito FederalO que é a Fraternidade São Pio X, doutrina de padre excomungado no DF Outro padre foi suspensoA nova punição ocorre poucos dias depois de a Diocese de Jundiaí suspender outro padre. Em 29 de julho, Silvio Andrei Rodrigues foi afastado do exercício público do ministério sacerdotal após anunciar sua candidatura a deputado federal pelo Avante nas eleições de 2026.Em nota, a Diocese afirmou que a participação ativa de padres na política partidária é incompatível com as normas da Igreja. Silvio, que atuava em uma paróquia de Louveira, no interior de São Paulo, foi proibido de celebrar missas e realizar publicamente outras atividades ligadas ao sacerdócio.Em um vídeo publicado nas redes sociais, o padre havia anunciado sua candidatura e dito que não pretendia deixar suas funções religiosas. Ele também afirmou que pretendia atuar como uma ponte entre a fé e a política.