O senador Cleitinho Azevedo disse nesta sexta-feira (7) que será candidato ao governo de Minas Gerais pelo Partido Republicanos, com o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão de vice. O anúncio se dá depois de impasse em confirmar o parlamentar na disputa ao Palácio do Tiradentes.Na tarde desta sexta-feira, Cleitinho se reuniu com o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, e o dirigente estadual da legenda, o deputado federal Euclydes Pettersen. Conforme divulgado pela assessoria do senador, ele tentou reaver a sua candidatura ao Executivo mineiro.Um dia antes, na quinta-feira (6), o braço mineiro do Republicanos anunciou que decidiu lançar chapa própria para a disputa ao governo e ao Senado. À Justiça Eleitoral, a legenda informou que oficializaria as candidaturas até o fim do prazo legal, em 15 de agosto.Entenda o ‘vai e vem’ da candidatura de CleitinhoO senador era cotado para ser lançado ao Palácio dos Tiradentes. No entanto, com a morte do irmão, em 18 de julho, ele cancelou compromissos e informou ao Republicanos que não gostaria de se dedicar ao tema das eleições durante o período de luto.Cleitinho também faltou à convenção estadual do partido, em 25 de julho. Conforme mostrou a Jovem Pan, a ausência do senador incomodou os caciques do partido por, segundo integrantes da sigla, terem sido avisados horas antes do evento que ele não iria participar.A demora de Cleitinho em confirmar se disputaria o governo mineiro não foi bem vista no Republicanos. O presidente nacional da legenda indicou que o senador não seria lançado à disputa. Na avaliação do dirigente, Cleitinho havia perdido o “timing político” em razão da demora em dar uma manifestação definitiva sobre o pleito.No mesmo dia, a assessoria do senador afirmou que Cleitinho continuava pré-candidato. A informação foi, horas depois, reafirmada pelo próprio parlamentar.Já, na segunda-feira (3), em vídeo publicado nas redes sociais do Republicanos, Cleitinho anunciou que desistiu do pleito. Na gravação, o senador estava acompanhado por Marcos Pereira e Euclydes Pattersen.O presidente estadual do Republicano afirmou que a decisão era “espontaneamente” do senador, que passa por um momento difícil. Cleitinho disse que não teria como participar da eleição estadual, porque estava cuidando da família e de si mesmo.No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, o senador fez um novo pedido à legenda para concorrer ao governo de Minas Gerais. Marcos Pereira rejeitou o apelo e disse que o evento não tratava da definição de candidaturas estaduais.Conforme mostrou a Jovem Pan, apesar da postura na convenção, o presidente nacional da legenda estava menos resistente ao nome de Cleitinho. Na avaliação interna do Republicanos, poderia haver uma debandada de candidatos a deputado federal e estadual. Além disso, a maioria acreditava que o senador poderia impulsionar as candidaturas e aumentar o número de votos da sigla em Minas Gerais.Segundo a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 30 de julho, Cleitinho está isolado na liderança ao governo estadual. O senador registrou 36% das intenções de voto. Logo atrás, o empresário Alexandre Kalil (PDT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT) apareceram empatados tecnicamente com 15% e 14%.