O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participaram da abertura do 25 Congresso da Abag, realizado nesta segunda-feira (10) em São Paulo, representando o Governo Federal.Durante a fala, na abertura do congresso, o vice-presidente citou os investimentos feitos na reativação de plantas de fertilizantes em Mato grosso do Sul e na Bahia e sobre reforma tributária. Afirmou que a unificação de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) deve desonerar a cesta básica, os investimentos e as exportações. Segundo o vice-presidente, estudos do Ipea apontam que, em 15 anos, a reforma pode elevar o PIB em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%.Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Alckmin defendeu a continuidade das negociações, citando que o Brasil aplica tarifa média de 3,1% a produtos americanos, enquanto 70% dos itens mais exportados pelos EUA ao país já entram com isenção. Leia Mais Alckmin defende "taxa das blusinhas" em meio a divisão no governo Alckmin diz que seria "mesquinho" transformar tarifaço em debate eleitoral Lula quer ajuda de Alckmin e Haddad em propostas econômicas Alckmin deixou o evento sem conversar com a imprensa.Diferente do ministro André de Paula. Em conversa rápida o representante da pasta da Agricultura e Pecuária falou sobre os trabalhos preventivos diante dos desafios climáticos extremos para os próximos meses. Com foco especial na redução dos impactos do fenômeno El Niño sobre o agro.“Ainda esta semana o grupo de trabalho vai nos apresentar um conjunto de propostas, e ainda vão ter a oportunidade de internalizar essas ações”, afirmou André de Paula, sobre o grupo de trabalho multissetorial, criado pelo governo, para debater diretrizes de enfrentamento e antecipar cenários que possam afetar a agropecuária, tanto familiar quanto empresarial.De acordo com o ministro, as ações preventivas visam abranger o curto, o médio e o longo prazo independentemente da intensidade do evento climático.O governo articula um conjunto de medidas financeiras e técnicas para dar suporte aos produtores afetados. E secretarias especializadas do Mapa, e órgãos de pesquisas, deverão mensurar os riscos do excesso ou de escassez hídrica.