O plano de segurança pública de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, prevê que as câmeras corporais dos policias tenham gravação contínua durante todo o serviço na rua. Atualmente, na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), os equipamentos dependem do acionamento de cada agente.Segundo Haddad, o objetivo do registro ininterrupto é proteger os cidadãos nas abordagens, assim como os policiais contra acusações injustas. Outra promessa é a possibilidade de a população registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil via WhatsApp. No geral, o projeto inclui temáticas como violência de gênero, racial e infantil.5 imagensFechar modal.1 de 5O plano de segurança de Fernando Haddad foi intitulado SP ProtegeRebeca Ligabue/Metrópoles2 de 5Fernando Haddad (PT)Rebeca Ligabue/Metrópoles3 de 5Joel Datena participou do evento e criticou Tarcísio de FreitasRebeca Ligabue/Metrópoles4 de 5O plano foi apresentado nesta segunda-feira (10/8), na zona oeste de São PauloRebeca Ligabue/Metrópoles5 de 5Marina Silva, Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Emídio de SouzaRebeca Ligabue/MetrópolesO petista lançou nesta segunda-feira (12/8) um plano de segurança pública para o estado. Batizado de SP Protege, o programa estabelece a implementação da Agência Estadual Antifacção, uma estrutura permanente de inteligência e investigação sob a direção estratégica do governador, com atuação integrada do Ministério Público, polícias, Receita Federal estadual e órgãos de controle.O programa de Haddad também indica um plano de carreira estruturado para a polícia, com valorização salarial e promoções por critérios profissionais. Entre as propostas, também está a criação uma força-tarefa permanente do Porto de Santos, com mandato e orçamento próprios, sob o intuito de combater o tráfico transnacional e outros crimes no local. Leia também São PauloDo agro à segurança: os conselheiros de Haddad nas eleições de SP São PauloCinco momentos em que Tarcísio e Haddad trocaram farpas no debate em SP São PauloPlano de Haddad aposta em inteligência artificial para segurança em SP São PauloTarcísio e Haddad trocam farpas sobre educação, segurança e Bolsonaro Como o Metrópoles adiantou, uma das grandes apostas do plano de segurança de Haddad é a inteligência artificial. No âmbito da violência doméstica, uma plataforma com a tecnologia deve cruzar dados e alertas de diversas áreas para classificar o risco de crimes.A proposta é proporcionar às polícias e guardas municipais mais uso da tecnologia, com, segundo ele, rotina de transparência e checagem de dados. De acordo com o plano, a IA vai proporcionar robustez de provas, assim como cruzar as imagens das câmeras, os dados de ocorrência e as chamadas ao 190 para montar mapas de calor que mostram onde e quando os crimes ocorrem.“Vamos fazer as informações se encontrarem e dar efetividade às câmeras que estão instaladas e não tem atrás de si um instrumentos de processamento de dados”, afirmou Haddad.Segundo o programa de Haddad, a ideia é que o 190 tenha respostas mais rápidas, de modo que a chamada será conectada em tempo real com o sistema de inteligência e câmeras. Dessa forma, localiza a ocorrência e proporciona o acionamento imediato da viatura mais próxima.“Para usar a tecnologia, nós vamos ter que fazer um trabalho de alfabetização digital, mas é muito mais fácil do que hoje você tem que entrar num portal, digitar tudo. Nós queremos facilitar a vida do cidadão; se não der, vai pegar. Percebam que a inteligência de dados vem depois da comunicação”, disse Haddad.Para estruturar o projeto de segurança, Haddad foi guiado por aliados e especialistas, como o próprio vice na chapa, Márcio França (PSB), ex-Ministro do Empreendedorismo e ex-governador; o deputado estadual Emídio de Souza (PT), coordenador do programa de governo; e a deputada federal Tabata Amaral (PSB).No rol de especialistas, atuaram Leandro Piquet, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Gestor da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado; e Benedito Mariano, sociólogo e coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia, do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa.Também participaram Claudinho Silva, ex-Ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, e Igor Marchesini, engenheiro e especialista que conduziu agendas de inteligência artificial, datacenters e transformação digital do Ministério da Fazenda, como assessor especial de Haddad.