Em plano, Flávio fala em “buscar soluções eficazes contra sanções dos EUA”

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O candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), propõe no plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral recorrer à diplomacia para enfrentar medidas impostas não apenas pelos Estados Unidos, mas também pela China e pela Europa contra produtos brasileiros.A proposta aparece no capítulo dedicado ao agronegócio. O documento afirma que um eventual governo Flávio Bolsonaro vai “buscar soluções diplomáticas eficazes contra sanções dos Estados Unidos, da China e da Europa aos produtos nacionais”. O texto, no entanto, não detalha quais sanções pretende combater nem quais instrumentos diplomáticos seriam empregados nas negociações. Leia Mais Flávio propõe cinco novos presídios federais e redução da maioridade penal Flávio promete licença ambiental "ágil" e produção em terras indígenas Flávio promete fim da reeleição e reforma política em plano de governo A medida integra uma estratégia mais ampla para o setor agropecuário. O plano promete ampliar o Seguro Rural, adotar instrumentos para securitização e reorganização das dívidas dos produtores e aumentar a capacidade de armazenamento das safras, com o objetivo declarado de dar maior previsibilidade à produção e melhorar os preços recebidos no campo.Flávio também propõe reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados. Segundo o programa, a atual necessidade de compras externas deixa o produtor mais vulnerável e pressiona o preço dos alimentos. A proposta é estimular a produção nacional a partir das reservas minerais existentes no país.Reaproximação com os EUANo capítulo sobre política externa, o programa defende uma mudança na relação do Brasil com parceiros considerados tradicionais. O texto afirma que as relações com Estados Unidos, Argentina e Israel foram levadas, nos últimos anos, “ao limite do rompimento” e promete reverter esse cenário com uma diplomacia baseada em “profissionalismo” e “pragmatismo”.O plano afirma ainda que o Brasil negociará com países independentemente da orientação política de seus governos, citando China, União Europeia, Estados Unidos e mercados asiáticos. Segundo o documento, o critério para a política externa será o interesse econômico do produtor e do trabalhador brasileiro.A diretriz é resumida no programa pela expressão “soberania com profissionalismo, não com ideologia”. Flávio critica a política externa do atual governo e sustenta que a diplomacia brasileira deve privilegiar comércio, atração de investimentos e abertura de mercados.Abertura comercial e OCDEO programa também prevê retomar o processo de adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), incluindo a redução gradual do IOF sobre operações de câmbio. Para a candidatura, a entrada na organização contribuiria para aproximar normas brasileiras de padrões internacionais e ampliar a previsibilidade para investidores.Flávio promete ainda um plano nacional para integrar empresas brasileiras às cadeias globais de valor, com prioridade para agroindústria, minerais críticos, saúde e economia digital. O documento prevê apoio do BNDES e da ApexBrasil à internacionalização de pequenas e médias empresas e estabelece como meta colocar o país, até 2030, entre os principais destinos mundiais de investimentos ligados à transição energética.Eleições: Apoio de Trump ajuda ou atrapalha candidatos? | O GRANDE DEBATE