A Sea Shepherd Brasil protocolou, na quarta-feira (12), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um mandado de segurança com pedido de urgência para a adoção de medidas diplomáticas e consulares que solucionem a situação dos quatro brasileiros presos na Islândia. Os manifestantes foram detidos no último dia 31 de julho de 2026.Victor Calixto, Lucas Barbosa, Vitor Young e Rui Amorim integravam a tripulação internacional do Bandero, embarcação da Captain Paul Watson Foundation que participava de uma campanha internacional de ação direta não violenta contra a caça comercial de baleias-fin na Islândia.Segundo apuração da CNN Brasil com fontes envolvidas no caso, o retorno dos ativistas depende do governo da Islândia e da disponibilidade de um voo direto para o Brasil. Isso ocorre porque é necessário que um policial islandês acompanhe o preso até o destino final e, não existe voo do país direto para o território brasileiro.Sendo assim, o agente não pode entrar em alguns países durante o trajeto e o impasse continua. Leia Mais Brasileiros são presos na Islândia em protesto contra caça às baleias Polícia prende investigado apontado como maior ladrão da Baixada Fluminense Facção criminosa que atua em região turística da Bahia é alvo da PF Baleias-jubartes são vistas em travessia de migração no litoral de SP | LIVE CNNAtualmente, os brasileiros estão no próprio navio, que permanece atracado no porto. Eles têm permissão para circular pela região metropolitana de Reykjavík, capital da Islândia. Os passaportes e os celulares continuam retidos pelas autoridades.Apesar disso, os quatro brasileiros precisam se apresentar diariamente às autoridades, em horário previamente definido. As despesas dos ativistas estão sendo custeadas por eles próprios, sem auxílio financeiro do governo local.Demais tripulantes avançaram nos procedimentosOs 16 tripulantes de outras nacionalidades presos na Islândia após uma abordagem da Guarda Costeira do país ao navio de ativistas contra a caça às baleias já foram deportados ou tiveram a saída do país encaminhada.A expedição reuniu 21 tripulantes de 11 países, com o objetivo de monitorar e impedir a continuidade da caça comercial de baleias-fin no país.Segundo a fundação, a informação recebida foi de que a saída dos tripulantes que precisam deixar o Espaço Schengen exige escolta e maior organização por parte das autoridades. Porém, os cidadãos europeus tiveram voos diretos e enfrentam procedimentos mais simples. *Sob supervisão de Thiago FélixGigantes dos mares: baleias jubarte encantam no litoral norte de SP