Quando tinha apenas 18 anos, Tatiane Belotti Anes dos Santos viu a mãe ser internada na UTI após uma histerectomia provocada por miomas e endometriose. A cena ficou marcada na memória e, anos depois, faria com que ela encarasse de outra forma o próprio diagnóstico.“Minha mãe perdeu muito sangue e precisou ficar na UTI. Aquilo me marcou bastante”, lembra. Apesar das cólicas intensas desde a adolescência, Tatiane, hoje farmacêutica e com 36 anos, nunca imaginou que também convivia com a doença.Os miomas só foram descobertos anos depois, durante exames de rotina realizados após uma cirurgia bariátrica.Foi justamente nesses exames de rotina que descobri os meus miomas — e para piorar, eram 12 miomas ao todo!Tatiane Belotti Anes dos SantosMesmo com tantos miomas, Tatiane decidiu interromper o anticoncepcional para tentar engravidar. “Por um milagre de Deus, engravidei mesmo com os miomas.” A alegria da gestação veio acompanhada de medo. Por causa da quantidade e do tamanho dos miomas, a gravidez foi considerada de alto risco. Leia Mais Larissa Manoela explica motivo por trás de inchaço e nega gravidez Entenda a mola gestacional e como pode evoluir para câncer de placenta Novo tratamento reduz em 83% risco de avanço do mieloma e busca cura Durante meses, ela precisou cancelar viagens de trabalho, enfrentou sangramentos, viu o útero crescer muito acima do esperado e iniciou o uso de medicamentos para reduzir o risco de parto prematuro.“O momento mais mágico da minha vida, era também o que eu mais temia.” Apesar das dificuldades, o bebê nasceu saudável. “Meu filho nasceu da forma mais saudável possível”, contou.Mioma uterino: veja principais sintomas e como afeta qualidade de vidaSaiba como IA pode reduzir riscos em cirurgias | CNN SINAIS VITAISO tratamentoHoje, com o filho de dois anos, Tatiane afirma que a qualidade de vida mudou completamente.Tenho mais os meus miomas e ainda consegui provar e mostrar para a minha ginecologista que a embolização é um procedimento que realmente muda a vida das pessoas.Tatiane Belotti Anes dos SantosMesmo após o parto, Tatiane ainda queria engravidar novamente no futuro. Mas desejava viver uma segunda gestação sem o medo que marcou a primeira.Dez meses após o nascimento do filho, ela procurou o radiologista intervencionista Dr. Henrique e pediu para realizar uma embolização dos miomas, procedimento minimamente invasivo que interrompe o fluxo de sangue para os tumores, fazendo com que eles diminuam de tamanho ou desapareçam ao longo do tempo.A recuperação, segundo ela, foi melhor do que imaginava. “Foi excelente. Meu pós-operatório foi maravilhoso, não senti dor, mas fiz questão de seguir à risca todas as orientações médicas.”Quimioembolização avança no SUS, mas acesso ainda é desigual