O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou neste sábado (8/8) o endividamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que pretende equilibrar as contas públicas caso seja eleito. A declaração foi feita durante um evento com mulheres em Itapetininga, no interior de São Paulo.Flávio afirmou que vai fazer um “dever de casa” nas contas do governo e recuperar a confiança de investidores no país. O senador também prometeu levar o Brasil ao grupo das sete maiores economias do mundo até o fim de seu eventual mandato.“O que Lula está fazendo é apontar o nariz do avião para baixo, para descer com força até bater no chão. Tá todo mundo endividado. Como que a gente vai resolver isso? Eu vou resolver isso, porque essa dívida não é sua, é do Lula”, afirmou.Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil caiu da 10ª para a 11ª posição entre as maiores economias do mundo em 2025. A projeção do organismo é que o país chegue à oitava colocação em 2030.“Vou me comprometer com uma meta aqui: o Brasil, no final do nosso governo, vai estar entre as sete maiores economias do mundo, porque nós temos tudo nesse país para decolar”, disse. Leia também BrasilFlávio promete classificar facções como terroristas e “recuperar territórios” Manoela AlcântaraMoraes proíbe que Flávio, Carlos e Jair Renan visitem Bolsonaro no Dia dos Pais BrasilCúpula do PL sustenta Gaspar na vice de Flávio e quer superar críticas São PauloEm SP, Lula usa evento do MTST para exaltar Haddad e Simone Tebet Críticas a Lula e à esquerdaDurante o discurso, Flávio voltou a atacar o governo Lula e a esquerda. O candidato classificou a “mentalidade de esquerda” como um “câncer do Brasil” e disse que a eleição será decisiva para o futuro do país.“Ou ganhamos essas eleições, ou o Lula vai jogar o Brasil do precipício sem paraquedas, no primeiro semestre ainda”, afirmou.Em um palco com maioria masculina, Flávio também apresentou propostas voltadas ao eleitorado feminino, um dos maiores gargalos de sua campanha. Entre as medidas citadas está a criação de uma plataforma para integrar e facilitar o acesso de mulheres a mecanismos de proteção e a programas do governo.Flávio prometeu ampliar o acesso de mulheres ao microcrédito e aumentar o número de empreendedoras no país. Segundo ele, a meta é dobrar a quantidade atual, além de oferecer qualificação profissional.“Hoje, temos mais de 11 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil. Nossa meta é dobrar. Vamos garantir o acesso ao microcrédito para as mulheres que querem empreender. O governo vai te ajudar a qualificar a mão de obra”, disse.