Anitta revela conflito entre nome de batismo e persona artística; entenda

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A cantora Anitta, 33, foi questionada sobre a possibilidade de deixar de usar o nome artístico que a acompanha desde o início da carreira. A pergunta foi feita pela atriz Mel Lisboa, 44, estrela da icônica série “Presença de Anita”, produção que inspirou a artista a adotar o nome pelo qual se tornou conhecida mundialmente.Durante a participação de Anitta no programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães, Mel quis saber se a poderosa já havia pensado em assumir apenas seu nome de batismo, Larissa. Leia mais Anitta reflete sobre sucesso das mulheres na mídia: "É muito complicado" "Equilibrium II": conheça as referências da música "Okê", de Anitta Anitta diz que teve medo de assumir religião: “Era prejudicial” A cantora – que recentemente apresentou uma nova fase da carreira com o álbum “EQUILIBRIVM II”, descrito por ela como uma manifestação de um momento de “voltar para casa, desacelerar e guardar a privacidade” -, explicou que depois de um processo de autoconhecimento durante os retiros pelos quais passou, percebeu que Larissa e Anitta não precisavam existir separadamente.“Durante esses retiros, eu cheguei lá com esse ponto, falando: ‘Eu odeio esse negócio de Anitta, ninguém sabe como que eu sou, sou totalmente diferente na vida’. As pessoas me conhecem e já acham que sabem como que eu sou, mas aquilo ali é um personagem que não tem nada a ver comigo na vida real, tem uma personalidade completamente diferente, e aí causa essa dicotomia. E aquilo me causava um buraco, porque, se eu tentasse ficar só Larissa, eu estava sempre triste, sempre amargurada. E quando eu estava só Anitta, ficava com raiva, porque fiz uma separação de mim mesma, que me fazia muito mal. Eu vivia em guerra entre essas ‘eus’.”A vencedora do Grammy relatou que passou a compreender a origem desse conflito ao refletir sobre a própria história familiar.“Comecei a perceber de onde vinha esse lugar. Isso acontece muito com filhos de pais separados, porque, quando os nossos pais são casados, a gente assiste às nossas duas metades convivendo e aprendendo a conviver. Um abre mão daqui, outro abre mão dali, e vai vendo aquela coisa bonita. Em um ideal romântico dos contos de fadas. A gente vai vendo aquelas duas, porque nós somos metade um, metade outro. Isso é uma crença que eu tenho… o que eu acredito.”“[Mas] quando a gente assiste só a esse atrito, é muito a história de Logun Edé [figura da tradição iorubá associada à dualidade]. Fica seis meses com o pai, fica seis meses com a mãe. Aí tem a temporada que eu era Larissa: ‘Ai, não faço nada, ai, a vida’. E a temporada do despertou e vira a Anitta.” Ao longo desse processo, a artista disse ter identificado características que associa a cada um dos pais.“Fui aprendendo isso e entendendo o que de mim tem de Anitta, que são coisas que eu atribuo mais ao meu pai, e o que de mim tem de Larissa, que são coisas que eu atribuo mais à minha mãe. E que eu sei que, se não fosse a minha parte Larissa, Anitta jamais teria existido. Porque o meu lado Larissa vem com todas as estratégias, a responsabilidade, a seriedade, o horário… a preocupação com o outro, como vai ser feito e a idealização. E aí vem a Anitta para vender, rodopiar… puxar aquelas pessoas todas”, concluiu ela.Anitta sobre funk e vivência suburbana: “Me inspiraram a ser artista”